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EUA lista projetos de etanol celulósico pelo mundo e exclui a Raízen de projeção para 2016

epa-sede-260116A EPA apresentou uma relação com todos os projetos que estão em condições de comercializar etanol celulósico para o país ainda neste ano e a capacidade de produção de cada um

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Uma das principais agências do Governo nos Estados Unidos fez uma projeção inédita sobre as usinas de etanol celulósico (E2G) ao redor do mundo. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) apresentou uma lista com todos os projetos que estão em condições de comercializar etanol celulósico para o país ainda neste ano e a capacidade de produção de cada um.

A EPA se tornou uma das organizações que mais estimula o desenvolvimento dos biocombustíveis celulósicos pelo mundo ao seguir uma determinação do governo norte-americano ao criar o Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS). Todo ano a agência define o total de biocombustíveis celulósicos que os EUA utilizarão, ajustando a meta da RFS para o volume que as indústrias do mundo podem oferecer.

Para determinar quais usinas terão condições de cumprir as metas deste ano e a capacidade das usinas, a EPA fez uma nova avaliação dos projetos em andamento e listou aqueles em melhores condições de entregar etanol celulósico.

A pesquisa foi feita com representantes das empresas, verificando os cadastros recebidos e, como critério de correção, foram utilizados os registros dos caminhos de produção.

O resultado desta avaliação é apresentado a seguir.

Uma das principais agências do Governo nos Estados Unidos fez uma projeção inédita sobre as usinas de etanol celulósico (E2G) ao redor do mundo. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) apresentou uma lista com todos os projetos que estão em condições de comercializar etanol celulósico para o país ainda neste ano e a capacidade de produção de cada um.

A EPA se tornou uma das organizações que mais estimula o desenvolvimento dos biocombustíveis celulósicos pelo mundo ao seguir uma determinação do governo norte-americano ao criar o Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS). Todo ano a agência define o total de biocombustíveis celulósicos que os EUA utilizarão, ajustando a meta da RFS para o volume que as indústrias do mundo podem oferecer.

Para determinar as metas deste ano, a EPA fez uma nova avaliação dos projetos em andamento e listou aqueles em melhores condições de entregar etanol celulósico. A relação traz nomes de empresas do mundo inteiro, incluindo a planta de etanol celulósico da GranBio, em São Miguel do Campo (SP). Curiosamente, a usina da Raízen, inaugurada logo após a fábrica da GranBio ficou de fora da aposta da EPA.

As projeções de produção das companhias com potencial para comercializar biocombustível nos Estados Unidos em 2016 estão na tabela abaixo:

celulosico-produtoras-2016-260116

Para justificar porque empresas como a Raízen ficaram de fora, a EPA levanta duas possibilidades. Uma é que para estar entre as usinas com maior potencial para vender aos Estados Unidos neste ano, as usinas de etanol celulósico já precisavam estar registradas na agência. Como o tempo necessário para registro é longo, seria “altamente improvável” que empresas que ainda não possuem registro na EPA para o E2G conseguissem exportar o biocombustível este ano. Outra possibilidade seria a alta demanda interna nas regiões de origem da empresa.

No atual estágio de desenvolvimento da tecnologia no Brasil, onde o E2G ainda é mais caro que o etanol de primeira geração, priorizar o mercado interno frente ao de exportação pode ser um erro estratégico. Além de encontrar nos Estados Unidos um mercado receptivo para os bicombustíveis brasileiros, as empresas convivem com um cenário de alta do dólar, servindo como estímulo financeiro para as exportações.

No entanto, frente aos recentes problemas no desenvolvimento da tecnologia, é possível que nem mesmo a GranBio terá condições de produzir volumes significativos de etanol celulósico este ano. A BNDES apresentou um longo estudo no ano passado sugerindo que a competitividade do E2G só começará a ser alcançada a partir de 2021.

Sobre a capacidade de produção apresentada na tabela, a projeção foi construída a partir de dados fornecidos por representantes das companhias em pesquisa feita pela agência. Além disso, a EPA usou como critério de correção para os números, a capacidade total permitida constatada após a finalização dos registros dos caminhos de produção junto à agência dos Estados Unidos.

E2G no Brasil

Além da GranBio e da Raízen, a Abengoa é a outra companhia que possui um projeto de produção de etanol celulósico em escala comercial do Brasil. Mesmo antes da crise que colocou em cheque todas as operações da Abengoa pelo mundo, a companhia revelou ao NovaCana que o início das operações estava inicialmente previsto para 2018.

Marina Gallucci – NovaCana

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