Oregon está perto de se tornar mais um estado cobiçado pelas usinas brasileiras
Com apenas um voto contrário, de um total de quatro, o Conselho da Qualidade Ambiental (DEQ, na sigla em inglês) do estado de Oregon, nos Estados Unidos, aprovou as regras finais para a segunda fase de seu Padrão de Emissões de Baixo Carbono (LCFS).
Com apenas um voto contrário, de um total de quatro, o Conselho da Qualidade Ambiental (DEQ, na sigla em inglês) do estado de Oregon, nos Estados Unidos, aprovou as regras finais para a segunda fase de seu Padrão de Emissões de Baixo Carbono (LCFS).
O programa, desenhado aos moldes da lei de emissões californiana, prevê a redução de 10% na emissão de gases de efeito estufa dos combustíveis usados no transporte num período de dez anos.
A partir de 1o de fevereiro, fornecedores locais e importadores terão que comunicar a intensidade de carbono (CI) de seus combustíveis, além de cumprir as metas do programa, que prevê reduções progressivas — de 0,25% em 2016 e 10% em 2025 — nas emissões do estado.
Como era de se esperar, o combustível brasileiro obteve níveis de CI inferiores aos do etanol de milho. A tabela abaixo mostra a intensidade de carbono dos diferentes tipos de etanol que utilizam a cana-de-açúcar brasileira como matéria-prima.
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Identificação |
Descrição da aplicação |
Total (gCO2e/MJ) |
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ETHS001 |
Cana-de-açúcar brasileira que utiliza processos de produção convencionais |
73.40 |
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ETHS002 |
Cana-de-açúcar brasileira que utiliza processos de produção convencionais, adota colheita mecanizada e gera créditos a partir da cogeração |
58.40 |
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ETHS003 |
Cana-de-açúcar brasileira que utiliza processos de produção convencionais e gera créditos a partir da cogeração |
66.40 |
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ETHS004 |
Aplicação 2B: Cana-de-açúcar brasileira processada por países do CBI (Iniciativa da Bacia do Caribe) a partir de processos de produção convencionais e energia térmica fornecida a partir do gás natural |
78.94 |
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ETHS005 |
Aplicação 2B: Cana-de-açúcar brasileira processada por países do CBI a partir de processos de produção convencionais, colheita mecanizada e cogeração; energia térmica fornecida a partir do gás natural |
63.94 |
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ETHS006 |
Aplicação 2B: Cana-de-açúcar brasileira processada por países do CBI a partir de processos de produção convencionais e cogeração; energia térmica fornecida a partir do gás natural |
71.94 |
A rota de produção do etanol de milho que obteve o menor CI, de gCO2e/MJ 73.21, é produzido sob condições bem restritas, que fogem à realidade de produção de boa parte das usinas de etanol convencionais daquele país.
A única alteração no programa em relação ao rascunho final elaborado no final do ano passado foi a retirada das emissões indiretas, que eram calculadas com base no uso indireto de terras.
O programa de Combustíveis Limpos de Oregon (Oregon Clean Fuels Program) foi aprovado pelo estado em 2009. Em dezembro de 2011, o DEQ adotou regras para a implementação da primeira fase do programa, as quais permitiram ao estado coletar dados a respeito dos combustíveis que estavam sendo importados e que parâmetros poderiam ser usados para uma redução nas emissões de carbono no futuro. A segunda fase do programa começou a ser desenhada em fevereiro de 2014 e alguns meses depois foi aberto um período de comentários, o qual se encerrou em novembro do ano passado.
A exemplo de Oregon, o estado de Washington também estuda implantar uma lei de emissões de baixo carbono “ao estilo californiano”. A proposta, no entanto, está causando polêmica entre as usinas americanas, que temem um avanço das importações brasileiras de etanol.
Para ler o rascunho que deu origem a lei de emissões do estado de Oregon, clique aqui.
Leonardo Siqueira – NovaCana