Em segunda praça, valor deve baixar para R$ 5,04 milhões
Após um leilão que não atraiu interessados, as máquinas e equipamentos da usina Central Energética do Vale do Paraíso (Cepar), integrante da massa falida Infinity Bioenergy, estão disponíveis em um novo certame. A primeira praça teve início em 13 de abril e irá até hoje (15), às 14h30, com lances a partir de R$ 6,3 milhões.
Caso não haja lances, o pregão segue, sem interrupção, para a segunda praça, que encerra no dia 5 de maio, também às 14h30. Nesta segunda etapa, o valor será de, no mínimo, 80% do valor de avaliação, ou seja R$ 5,04 milhões.
Conforme o laudo de avaliação da S4 Avaliações, datado de outubro de 2018, todas as linhas da unidade precisam de reparação completa e adequações a normas de segurança. O documento destaca, ainda, que as linhas de produção têm grande possibilidade de necessidade de substituição, já que estão muito degradadas devido à falta de manutenção básica. Também é necessário um novo desenho de alimentação de energia, cabeamento e sistemas de alimentação da unidade.
Saiba mais sobre os equipamentos leiloados e o estado de conservação da unidade no texto completo.
Após um leilão que não atraiu interessados, as máquinas e equipamentos da usina Central Energética do Vale do Paraíso (Cepar), integrante da massa falida Infinity Bioenergy, estão disponíveis em um novo certame. A primeira praça teve início em 13 de abril e irá até hoje (15), às 14h30, com lances a partir de R$ 6,3 milhões.
Caso não haja lances, o pregão segue, sem interrupção, para a segunda praça, que encerra no dia 5 de maio, também às 14h30. Nesta segunda etapa, o valor será de, no mínimo, 80% do valor de avaliação, ou seja R$ 5,04 milhões.
Conforme o laudo de avaliação da S4 Avaliações, datado de outubro de 2018, todas as linhas da unidade precisam de reparação completa e adequações a normas de segurança. O documento destaca, ainda, que as linhas de produção têm grande possibilidade de necessidade de substituição, já que estão muito degradadas devido à falta de manutenção básica. Também é necessário um novo desenho de alimentação de energia, cabeamento e sistemas de alimentação da unidade.
Ainda segundo o laudo, o cenário de avaliação considerado leva em conta a desativação e venda dos equipamentos, com custos de desmontagem aplicados ao comprador potencial. Não são consideradas as características do ativo e a capacidade de produção, dada a necessidade de restauração completa.
Já uma avaliação redigida em novembro de 2018 pelo presidente da Datagro, Plinio Nastari, aponta que os equipamentos da Cepar estavam em situação mecânica “razoável”. Alguns deles, porém, foram para manutenção externa e não retornaram por falta de pagamento. Ainda assim, 90% dos equipamentos estariam na unidade até aquele momento.
O relatório também alerta para a situação da caldeira que, aparentemente, não foi hibernada adequadamente, o que pode colocar a capacidade operacional em risco. Além disso, para que a usina seja reativada com custos competitivos na dinâmica regional, o documento aponta que seria necessária a participação de um parceiro local, já que os antigos canaviais foram substituídos por plantações de soja e café.
Caso haja a reativação da usina, Nastari alerta para a necessidade de revisão dos equipamentos e tubulações de caldeiras, aquecedores, cozedores e evaporadores, da realização de testes hidráulicos e de pressão, entre outros procedimentos.
“Apesar das boas condições de conservação da unidade e de um relativo baixo volume de equipamentos que foram extraviados, uma eventual reativação depende de uma conjuntura econômica e privilegiada diferente, que dificilmente vamos observar no curto prazo”, conclui.
Em 2018, a Datagro também estimava um gasto de cerca de R$ 6 milhões para que a planta ficasse em condição industrial operacional, além da eventual reposição dos equipamentos que tenham sido removidos.
O grupo Infinity Bioenergy está falido desde 2017 e possui atualmente quatro usinas: duas em Minas Gerais e duas no Espírito Santo. Além disso, passou por um processo de recuperação judicial que durou quase uma década.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana