Projeção do Ministério de Minas e Energia considera os valores médios nos postos entre os dias 19 e 26 de junho
Ao sancionar a lei que criou um teto para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre combustíveis e isentou estes produtos da cobrança de impostos federais até o final de 2022, o presidente Jair Bolsonaro (PL) esperava uma redução de até R$ 2 no valor do litro da gasolina. Conforme cálculos do Ministério de Minas e Energia (MME) divulgados nesta quarta-feira, 6, este valor pode ficar entre R$ 1,30/L e R$ 1,94/L, a depender do estado.
Já no caso do etanol hidratado, o potencial de redução deve ser de R$ 0,24/L a R$ 1,03/L. O maior impacto está previsto para o Rio de Janeiro, onde o MME calcula que o biocombustível deve sofrer uma queda de até 17,2% em relação ao valor médio cobrado entre 19 e 26 de junho, saindo de R$ 5,98/L para R$ 4,95/L.
Na média nacional, o MME calcula um potencial de retração de 6,3%, ou R$ 0,31/L, com o valor do biocombustível nas bombas passando de R$ 4,87/L para R$ 4,56/L.
Em relação ao preço da gasolina, na média nacional, o ministério projetou uma redução potencial de 21%, ou R$ 1,55/L, indo de R$ 7,39/L para R$ 5,84/L. Assim, se a queda estimada for atingida, o valor do etanol passa a corresponder a 78,1% do cobrado pela sua concorrente fóssil, prejudicando a competitividade do biocombustível nos postos.
No texto completo (exclusivo para assinantes), confira os potenciais de redução do etanol e da gasolina para cada estado.
Ao sancionar a lei que criou um teto para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre combustíveis e isentou estes produtos da cobrança de impostos federais até o final de 2022, o presidente Jair Bolsonaro (PL) esperava uma redução de até R$ 2 no valor do litro da gasolina. Conforme cálculos do Ministério de Minas e Energia (MME) divulgados nesta quarta-feira, 6, este valor pode ficar entre R$ 1,30/L e R$ 1,94/L, a depender do estado.
Já no caso do etanol hidratado, o potencial de redução deve ser de R$ 0,24/L a R$ 1,03/L. O maior impacto está previsto para o Rio de Janeiro, onde o MME calcula que o biocombustível deve sofrer uma queda de até 17,2% em relação ao valor médio cobrado entre 19 e 26 de junho, saindo de R$ 5,98/L para R$ 4,95/L.
Por sua vez, a redução de R$ 0,24/L corresponde a: Paraná (onde o potencial de queda em comparação com a semana final de junho foi calculado em 4,7%), Minas Gerais (-4,8%), Goiás (-5,2%) e São Paulo (-5,3%). Nestes estados, o ICMS sobre o biocombustível já era inferior ao teto estabelecido, de modo que o impacto se resume à desoneração federal.
Na média nacional, o MME calcula um potencial de retração de 6,3%, ou R$ 0,31/L, com o valor do biocombustível nas bombas passando de R$ 4,87/L para R$ 4,56/L.
Em relação ao preço da gasolina, na média nacional, o ministério projetou uma redução potencial de 21%, ou R$ 1,55/L, indo de R$ 7,39/L para R$ 5,84/L. Assim, se a queda estimada for atingida, o valor do etanol passa a corresponder a 78,1% do cobrado pela sua concorrente fóssil, prejudicando a competitividade do biocombustível nos postos.
Nos estados, o MME calculou potenciais de redução que vão de R$ 1,30/L – em Mato Grosso (queda de 18,2% ante o valor cobrado ao final de junho) e no Amapá (-19,8%) – a R$ 1,94/L, no Rio de Janeiro (-24,9%).
Caso as desonerações tenham o efeito projetado pelo ministério, a gasolina será mais competitiva que o etanol em todos os estados. Conforme a estimativa, Mato Grosso será a unidade da federação com a relação de preços mais próxima da paridade energética, com o etanol custando 71% do valor da gasolina. O biocombustível é considerado comercialmente competitivo quando este valor está abaixo de 70%, mas o desempenho depende do motor de cada veículo.
Ao mesmo tempo, Amapá e Rio Grande do Sul podem registrar um etanol mais caro que a gasolina.
Renata Bossle – NovaCana