Governo, bancos e consultorias são os principais clientes dos produtos do Pecege, já as usinas ainda não aproveitam os resultados em sua plenitudeQuem acompanha o mercado de etanol e cana-de-açúcar já ouviu falar e, certamente, já se deparou com o trabalho dos profissionais do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege). Entre os produtos dos pesquisadores da Esalq/USP está um levantamento sistemático dos gastos das usinas com centenas de produtos e um índice de inflação do setor sucroalcooleiro.
O trabalho começou em 2007, mas foi apenas em 2011, com a criação do índice de inflação e a evolução constante da metodologia e dos modelos de cálculos, que a pesquisa ganhou mais destaque e, hoje, é a principal referência do mercado sobre o assunto.
Veja a seguir os benefícios práticos que as usinas podem ter com o acesso aos mais de trezentos indicadores gerados pelo Pecege e os planos dos pesquisadores para a evolução do trabalho. E ainda: a influência dos indicadores do Pecege nos programas do BNDES e nas reuniões do MME.
Quem acompanha o mercado de etanol e cana-de-açúcar já ouviu falar e, certamente, já se deparou com o trabalho dos profissionais do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege). Entre os produtos dos pesquisadores da Esalq/USP está um levantamento sistemático dos gastos das usinas com centenas de produtos e um índice de inflação do setor sucroalcooleiro.
O trabalho começou em 2007, mas foi apenas em 2011, com a criação do índice de inflação e a evolução constante da metodologia e dos modelos de cálculos, que a pesquisa ganhou mais destaque e, hoje, é a principal referência do mercado sobre o assunto.
Para se ter uma ideia do alcance dos resultados, o Pecege participou ativamente da elaboração do ProRenova, o programa de renovação dos canaviais do BNDES, e exerceu influência direta no limite de financiamento por hectare que as usinas teriam direito. Os profissionais do Pecege também estão envolvidos com o PAISS agrícola, o recente programa do banco para levar tecnologia para o campo.
Já o Ministério de Minas e Energia (MME) tem os resultados na ponta da língua, especialmente durante as reuniões da mesa tripartite com o setor produtivo.
Para Carlos Eduardo Xavier, um dos coordenadores do trabalho no Pecege, além do governo, os clientes mais ativos do sistema são as consultorias e os bancos. Xavier coloca, no entanto, que as usinas ainda não usufruem do trabalho em sua plenitude. Para ele, este é o segmento de clientes que mais deve crescer e se beneficiar dos resultados.
Com mais de trezentos indicadores fazendo parte do serviço, as usinas podem aproveitar para negociar melhores condições de preço com fornecedores e encontrar os melhores períodos para compra de insumos. Além disso, o sistema permite que a usina compare cada etapa da produção agrícola e industrial com o restante do mercado e, assim, identifique os pontos mais ineficientes do seu processo.
Os pesquisadores estão otimistas e já falam dos planos para o futuro. O mais ambicioso é transformar o levantamento em um censo, do qual nenhuma usina ficaria fora. Uma parceria com a Conab, que já faz um trabalho com todas as usinas, chegou a ser considerada, mas, inicialmente, foi descartada em razão da complexidade dos dados necessários, o que exigiria uma sofisticação muito grande por parte dos técnicos da Conab.
Enquanto a iniciativa se desenvolve, os resultados vão aparecendo. Na próxima segunda-feira (30), a equipe do Pecege organiza um seminário para divulgar os resultados finais do levantamento de custos de produção de cana-de-açúcar, açúcar e etanol da última safra e a evolução da inflação na safra atual. Mais informações sobre o evento, que contará com a participação do BNDES, estão disponíveis aqui.
NovaCana
O trabalho começou em 2007, mas foi apenas em 2011, com a criação do índice de inflação e a evolução constante da metodologia e dos modelos de cálculos, que a pesquisa ganhou mais destaque e, hoje, é a principal referência do mercado sobre o assunto.
Veja a seguir os benefícios práticos que as usinas podem ter com o acesso aos mais de trezentos indicadores gerados pelo Pecege e os planos dos pesquisadores para a evolução do trabalho. E ainda: a influência dos indicadores do Pecege nos programas do BNDES e nas reuniões do MME.
Quem acompanha o mercado de etanol e cana-de-açúcar já ouviu falar e, certamente, já se deparou com o trabalho dos profissionais do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege). Entre os produtos dos pesquisadores da Esalq/USP está um levantamento sistemático dos gastos das usinas com centenas de produtos e um índice de inflação do setor sucroalcooleiro.
O trabalho começou em 2007, mas foi apenas em 2011, com a criação do índice de inflação e a evolução constante da metodologia e dos modelos de cálculos, que a pesquisa ganhou mais destaque e, hoje, é a principal referência do mercado sobre o assunto.
Para se ter uma ideia do alcance dos resultados, o Pecege participou ativamente da elaboração do ProRenova, o programa de renovação dos canaviais do BNDES, e exerceu influência direta no limite de financiamento por hectare que as usinas teriam direito. Os profissionais do Pecege também estão envolvidos com o PAISS agrícola, o recente programa do banco para levar tecnologia para o campo.
Já o Ministério de Minas e Energia (MME) tem os resultados na ponta da língua, especialmente durante as reuniões da mesa tripartite com o setor produtivo.
Para Carlos Eduardo Xavier, um dos coordenadores do trabalho no Pecege, além do governo, os clientes mais ativos do sistema são as consultorias e os bancos. Xavier coloca, no entanto, que as usinas ainda não usufruem do trabalho em sua plenitude. Para ele, este é o segmento de clientes que mais deve crescer e se beneficiar dos resultados.
Com mais de trezentos indicadores fazendo parte do serviço, as usinas podem aproveitar para negociar melhores condições de preço com fornecedores e encontrar os melhores períodos para compra de insumos. Além disso, o sistema permite que a usina compare cada etapa da produção agrícola e industrial com o restante do mercado e, assim, identifique os pontos mais ineficientes do seu processo.
Preocupações
Para garantir o sucesso da iniciativa, os pesquisadores concentraram os esforços na confiabilidade dos dados coletados e no rigor matemático no tratamento dos dados. Além disso, o crescente interesse no índice está relacionado com a independência do trabalho. Inicialmente a Confederação Nacional da Indústria bancou o projeto, mas não deu continuidade. A Fapesp veio em seguida financiando o trabalho, mas os recursos acabaram em março deste ano. A saída encontrada foi a criação de planos de acesso para diluir os custos com os interessados nos resultados.Os pesquisadores estão otimistas e já falam dos planos para o futuro. O mais ambicioso é transformar o levantamento em um censo, do qual nenhuma usina ficaria fora. Uma parceria com a Conab, que já faz um trabalho com todas as usinas, chegou a ser considerada, mas, inicialmente, foi descartada em razão da complexidade dos dados necessários, o que exigiria uma sofisticação muito grande por parte dos técnicos da Conab.
Enquanto a iniciativa se desenvolve, os resultados vão aparecendo. Na próxima segunda-feira (30), a equipe do Pecege organiza um seminário para divulgar os resultados finais do levantamento de custos de produção de cana-de-açúcar, açúcar e etanol da última safra e a evolução da inflação na safra atual. Mais informações sobre o evento, que contará com a participação do BNDES, estão disponíveis aqui.
NovaCana