Os contratos futuros de açúcar bruto negociados na bolsa ICE atingiram nesta sexta-feira, 2, a maior cotação em 18 meses, chegando a quase 20 centavos de dólar por libra-peso, à medida que as preocupações com a produção global levaram o mercado a precificar um déficit na próxima safra.
O açúcar bruto para entrega em março de 2027 fechou com alta de 0,99 centavo de dólar, ou 5,2%, a 19,93 centavos de dólar por libra-peso, após atingir uma máxima de 19,96 centavos de dólar por libra-peso.
O primeiro contrato subiu 7,7% nesta semana, com os operadores focados na deterioração das perspectivas de produção e desconsiderando a oferta abundante no momento.
A produção brasileira caiu 41,6% na primeira quinzena de setembro, à medida que as chuvas continuam a atrapalhar o trabalho no campo e nas operações portuárias.
“As perspectivas para a safra 2026/27 se deterioraram significativamente. Além dos preços mais altos do petróleo, as preocupações com a próxima colheita devido ao fenômeno climático El Niño se tornaram um fator-chave”, afirmou o Commerzbank.
O banco destacou que o El Niño deve afetar as safras dos três principais produtores – Brasil, Índia e Tailândia. A próxima safra da União Europeia também deve sofrer um forte impacto devido à seca deste verão, acrescentou.
“Caso essas condições climáticas adversas persistam, é provável que haja novos aumentos nos preços”, acrescentou o Commerzbank.
Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu 4,8%, para US$ 531,50 por tonelada.