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Da Mata dobra lucro líquido em 2021 para R$ 164,72 milhões – ou R$ 45,76/t

Apesar de aumento no resultado financeiro, plano de alcançar moagem de 4,5 milhões de toneladas foi adiado em mais uma safra

NovaCana 7 min de leitura

A safra 2021/22 foi de bons números para a usina Da Mata. De acordo com os resultados financeiros publicados no jornal Gazeta de São Paulo, a companhia contabilizou um lucro de R$ 164,72 milhões ao final de 2021, considerando o ano-civil (entre janeiro e dezembro).

O resultado representa um crescimento de 103,5% ante os R$ 80,93 milhões vistos no ano anterior. Isso significa que, entre um ano e outro, a sucroenergética foi capaz de dobrar seus rendimentos e apresentar o melhor lucro já contabilizado desde o início da série histórica, em 2013.

Ainda assim, como a temporada passada foi marcada por problemas climáticos, a moagem da usina Da Mata também sentiu os efeitos, tendo caído 5,26% na comparação anual, totalizando 3,6 milhões de toneladas. Um ano antes, a companhia havia divulgado a expectativa de alcançar a moagem de 4,5 milhões de toneladas – um plano que já havia sido adiado.

De acordo com a Da Mata, o volume corresponde à capacidade total de processamento da usina e deve ser alcançado até 2023. Até lá, a administração da unidade afirma que deverão ser feitos novos investimentos. Em mais um plano adiado, a capacidade deverá ser elevada em 1 milhão de toneladas até o final da safra 2024/25; anteriormente, o plano era chegar a 5,5 milhões até 2022/23.

A expectativa da usina é que, neste ano, sejam plantados mais de 11,87 mil hectares, com mais de 2,6 mil hectares em áreas de expansão.

Confira no texto completo, exclusivo para assinantes, mais detalhes sobre os resultados financeiros da usina Da Mata, assim como gráficos detalhando:

- Resultado líquido anual
- Histórico de moagem
- Lucro bruto
- Relação entre custos e receitas
- Endividamento da usina
- Balanço financeiro
- Resultados por tonelada de cana

A safra 2021/22 foi de bons números para a usina Da Mata. De acordo com os resultados financeiros publicados no jornal Gazeta de São Paulo, a companhia contabilizou um lucro de R$ 164,72 milhões ao final de 2021, considerando o ano-civil (entre janeiro e dezembro).

O resultado representa um crescimento de 103,5% ante os R$ 80,93 milhões vistos no ano anterior. Isso significa que, entre um ano e outro, a sucroenergética foi capaz de dobrar seus rendimentos e apresentar o melhor lucro já contabilizado desde o início da série histórica, em 2013.

Ainda assim, como a temporada passada foi marcada por problemas climáticos, a moagem da usina Da Mata também sentiu os efeitos, tendo caído 5,26% na comparação anual, totalizando 3,6 milhões de toneladas. Um ano antes, a companhia havia divulgado a expectativa de alcançar a moagem de 4,5 milhões de toneladas – um plano que já havia sido adiado.

De acordo com a Da Mata, o volume corresponde à capacidade total de processamento da usina e deve ser alcançado até 2023. Até lá, a administração da unidade afirma que deverão ser feitos novos investimentos. Em mais um plano adiado, a capacidade deverá ser elevada em 1 milhão de toneladas até o final da safra 2024/25; anteriormente, o plano era chegar a 5,5 milhões até 2022/23.

A expectativa da usina é que, neste ano, sejam plantados mais de 11,87 mil hectares, com mais de 2,6 mil hectares em áreas de expansão.

Desempenho operacional

A receita operacional da usina Da Mata também apresentou o seu melhor resultado em toda a série histórica, com R$ 1,07 bilhão – um aumento de 50,2% ante os R$ 713,08 milhões registrados em 2020. Ao mesmo tempo, os custos cresceram 52,1%, chegando a R$ 729,6 milhões.

Mesmo com os maiores gastos, a sucroenergética conseguiu manter a relação entre a receita e os custos dentro de uma faixa considerado saudável para o setor sucroenergético, com 68,1%. O valor representa alta de 0,8 ponto percentual ante o ano anterior.

Ainda assim, este é o segundo ano consecutivo em que a Da Mata consegue manter o índice abaixo de 70%. Em 2019, ele chegou a 77,4%.

Com isso, em 2021, o lucro bruto da companhia foi de R$ 341,61 milhões, um aumento de 46,4% ante o resultado do ano anterior, que foi de R$ 233,36 milhões.

A Da Mata, ao contrário de outras empresas do setor, não contabiliza a variação do valor de seu ativo biológico (cana em pé) como parte de seu lucro bruto. Neste último ano, a companhia relatou perdas de R$ 10,45 milhões neste quesito, um valor 0,7% maior que as perdas de 2020.

A última vez que o ativo biológico da empresa teve uma variação positiva foi em 2014, com R$ 4,92 milhões.

Desempenho financeiro

O resultado financeiro também foi o melhor em toda a série histórica da usina Da Mata. Mesmo com os dados apontando para perdas de R$ 30,78 milhões, este é o menor valor desde 2013.

Na comparação anual, as receitas financeiras da usina cresceram 145,7%, saltando de R$ 2,29 milhões para R$ 5,64 milhões. Entretanto, suas despesas financeiras aumentaram em 22,3%, ficando em R$ 37,33 milhões.

Já a variação cambial voltou a apresentar lucro, ficando em R$ 922 mil em 2021. No ano anterior, a moeda trouxe perdas de R$ 9,35 milhões à usina.

Dívidas da usina

Seguindo o movimento do crescimento de seus resultados financeiros, a Da Mata também conseguiu diminuir o seu nível de endividamento, depois de dois anos seguidos de aumentos. Ao final de 2021 os débitos brutos da usina com empréstimos e financiamentos somavam R$ 542,31 milhões, queda de 7,2% na comparação anual.

Dentro deste montante, R$ 231,52 milhões se referem a dívidas com vencimento no decorrer de 2022. Considerando que, um ano antes, os débitos de curto prazo da Da Mata eram de R$ 236,69 milhões, o valor representa uma queda de 2,2%.

Já o restante do endividamento da usina, R$ 310,80 milhões, é referente a contas de longo prazo, que caíram cerca de 10% entre os dois últimos anos. Em 2020, os débitos com vencimento acima de doze meses chegavam a R$ R$ 347,44 milhões.

Resultado por tonelada

A partir dos números divulgados, o NovaCana calculou que a Da Mata obteve um lucro líquido de R$ 45,76 por tonelada de cana-de-açúcar processada em 2021. O aumento anual de 58,6% foi potencializado pelo maior lucro mesmo em um contexto de menor moagem.

Por sua vez, o resultado bruto foi de R$ 94,89/t (+114,8%). Além disso, a companhia obteve uma receita de R$ 297,56/t (+58,6%), que foi balanceada por um custo médio de R$ 202,67/t (+60,5%).

Em relação ao endividamento, a Da Mata contabilizou débitos de R$ 150,64/t em 31 de dezembro. O montante está 2% abaixo do visto um ano antes, ou seja, a companhia conseguiu reduzir sua dívida bruta em um ritmo maior que a queda da moagem.

RenovaBio e covid-19

Em relação ao RenovaBio, a usina Da Mata declarou em seu demonstrativo financeiro que no exercício de 2021 foram gerados 227 mil créditos de descarbonização (CBios), um aumento de 160% em relação ao ano anterior, quando foram emitidos 87 mil créditos.

Segundo a usina, foram comercializados 302 mil CBios durante a safra. Eles foram contabilizados como parte da receita líquida da companhia.

Já em relação à pandemia de covid-19, a direção da usina Da Mata afirmou que, considerando a situação atual da disseminação da doença, a companhia vem acompanhando “o comportamento das receitas e dos fluxos de caixa operacionais para avaliar possíveis impactos”.

Algumas das medidas tomadas pela usina para enfrentar a pandemia foram: criação de um comitê de crise; regime de home office aos funcionários; e ampliação da frota de transporte dos trabalhadores, reduzindo a ocupação dos veículos.

Giully Regina – NovaCana

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