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Bloomberg estima o custo atual de produção do etanol celulósico no Brasil

03De 2012 para cá o rendimento das enzimas melhorou bastante, o que permitiu aos produtores de etanol 2G alcançarem o patamar atual

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Guardado a sete chaves por empresas como GranBio, Raízen, Odebrecht e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o custo de produção do etanol celulósico no Brasil ainda é um ponto de interrogação. Apesar do CEO da Beta Renewables, Guido Ghisolfi, revelar a matemática que utiliza, a segunda geração ainda não consegue competir com a primeira.

Guardado a sete chaves por empresas como GranBio, Raízen, Odebrecht e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o custo de produção do etanol celulósico no Brasil ainda é um ponto de interrogação. Apesar do CEO da Beta Renewables, Guido Ghisolfi, revelar a matemática que utiliza, a segunda geração ainda não consegue competir com a primeira.

Por enquanto, as promessas são de que o renovável feito com a palha e o bagaço da cana-de-açúcar cheguem a custar 20% menos que o etanol convencional. Embora CTC e Raízen tenham alcançado na escala de demonstração custos de R$ 1,44 e R$ 1,50/litro, respectivamente, a viabilidade do produto ainda não foi alcançada.

Custo por litro no Brasil

O analista de biocombustíveis da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), Salim Morsy, estimou o custo de produção do E2G no Brasil em U$2,50/galão ou U$0,65/litro (R$ 1,73/litro, com o real cotado a R$ 2,66).

“Este valor [de U$ 0,65/litro] é mais alto que o preço do anidro com base em dados do Cepea/Esalq. O preço do anidro, em Paulínia, está em torno de R$1,43. Então, no nosso ponto de vista, todo esse esforço para produzir E2G no Brasil é uma estratégia de exportação”, lembra.

Morsy explica que de 2012 para cá o rendimento das enzimas melhorou bastante, o que permitiu aos produtores de etanol 2G alcançarem o patamar atual.

Um estudo divulgado pela BNEF em 2013 mostrou que o custo de produção do etanol celulósico nos Estados Unidos era de U$ 0,94/litro.

O custo do produto no Brasil, estimado pelo analista da Bloomberg, é similar ao de uma usina genérica, que conta com “custos de financiamento baixo”, como é o caso das duas unidades brasileiras, que foram erguidas graças a recursos do PAISS Agrícola.

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Perspectiva: escala

A expectativa é que estes custos caiam ainda mais até 2016, como apontou o estudo da BNEF (veja ele aqui: Cellulosic ethanol heads for cost-competitiveness by 2016).

“O Capex vai diminuir com as segundas plantas que vão entrar no mercado. A escala de produção será maior. Só este ano [2014] começaram a produzir GranBio, POET, DSM, Dupont e Abengoa nos Estados Unidos. Estamos falando de volumes comerciais, não de 10 milhões de litros por ano por usina, mas entre 80 e 100 milhões de litros por ano”, lembrou o analista da Bloomberg em entrevista por telefone.

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Biomassa competitiva

No ano passado o portal NovaCana mostrou a matemática por trás do etanol celulósico e o custo de produção do combustível pelo mundo na visão da Beta Renewables.

Com uma biomassa competitiva e já disponível no campo, o Brasil apresenta um custo de produção extremamente competitivo, como aponta o CEO da Beta Renewables, Guido Ghisolfi.

“No Brasil, o custo do etanol em espécie é zero, e o que você ganha é o seu Ebtida depois de contabilizar seu Capex”, disse o executivo, ao explicar a fórmula que utiliza para identificar o custo de produção por tonelada do renovável em dólares em países como o Brasil, a China, os Estados Unidos e a França.

Planos da Raízen

A Raízen chegou a revelar planos para construir novas usinas, mas, posteriormente, teve que explicar que nada sairá do campo das ideias enquanto os custos de produção estiverem no patamar atual. A meta inicial da empresa é reduzir o preço do biocombustível celulósico para cerca de R$ 1,10/litro, o custo total do etanol de primeira geração.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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