Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) vai começar o ano em assembleia para analisar o pedido de registro junto à Comissão de Valores Mobiliários como companhia aberta
O início do ano para o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), empresa de pesquisa que tem em seu bloco de controle a Copersucar e Raízen (Cosan/Shell), vai começar em assembleia para analisar, entre outras demandas, o pedido de registro junto à Comissão de Valores Mobiliários como companhia aberta.
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O início do ano para o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), empresa de pesquisa que tem em seu bloco de controle a Copersucar e Raízen (Cosan/Shell), vai começar em assembleia para analisar, entre outras demandas, o pedido de registro junto à Comissão de Valores Mobiliários como companhia aberta. Este é mais um passo para que a empresa autorize junto aos acionistas a sua adesão ao segmento de listagem Bovespa Mais da BM&FBovespa.
A proposta de registro prevê que o CTC seja uma companhia emissora na “Categoria A”, que autoriza a negociação de quaisquer valores mobiliários do emissor em mercados regulamentados de valores mobiliários, conforme os termos da Instrução CVM nº 480, segundo informou o edital de convocação de assembleia divulgado no final do ano passado.
A ação não é surpresa e vem sendo delineada desde 2014, quando o BNDESPar decidiu adquirir uma participação da empresa de pesquisa por meio de um aporte de recursos. O aporte faz parte de um plano de investimentos de R$ 1,2 bilhão a serem executados em cinco anos pelo CTC.
Com a entrada do BNDESPar foram exigidas do CTC novas obrigações, como aprimoramento de seus padrões de governança corporativa por meio do credenciamento, em até 24 meses, no Bovespa Mais, categoria da BM&FBovespa destinada às Sociedades Anônimas de pequeno e médio portes, sem capital aberto. O anúncio da participação da BNDESPar com capital no CTC foi em março de 2014, assim, a empresa de pesquisa ainda se encontra no prazo para atender à reivindicação.
Uma das maiores vantagens de entrar na Bovespa Mais é a possibilidade de captar recursos para financiar seus projetos de investimento, com menor custo de capital. Quando essa possibilidade foi vislumbrada em 2014, representantes do CTC esboçaram a expectativa de que a companhia conseguisse, em até sete anos, fazer uma oferta inicial de ações dentro do que determina o regulamento do Bovespa Mais.
Marina Gallucci – NovaCana