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CMAA tem moagem e lucro recordes em 2021/22, com quase 8 mi t processadas

Atualmente com três unidades, o grupo teve um resultado líquido positivo em R$ 195,1 milhões

NovaCana 6 min de leitura

Em 2021/22, a Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) registrou o maior lucro da série histórica iniciada em 2014/15, com R$ 195,1 milhões. O resultado representa um aumento de 10,8% ante a safra anterior, quando obteve R$ 176,16 milhões.

Em seu release de resultados, a empresa afirma que, apesar das intempéries climáticas, seus resultados foram positivos devido à alta de preços dos produtos e à maior produção.

Ainda segundo a CMAA, foram processadas 7,93 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2021/22, acréscimo de 15,1% na comparação anual. Apesar do maior volume, a sucroenergética teve uma queda de 0,3% na concentração de açúcar total recuperável (ATR), para 136,9 kg/t, e um recuo de 9,8% no rendimento dos canaviais, para 75,4 t/ha.

Controlando três usinas no estado de Minas Gerais, o grupo espera que a próxima temporada seja ainda melhor, projetando um lucro de R$ 2 bilhões ao final de 2022/23. Para alcançar o resultado, a companhia pretende aumentar a produção do biocombustível em até 30 milhões de litros.

“Manteremos a estratégia de maximização da capacidade, com expansão do plantio e aumento de eficiência”, informa.

A empresa se mantém confiante para os resultados de 2022/23 mesmo com os possíveis desafios a serem enfrentados pelo setor nesta safra, como a instabilidade econômica derivada do ano eleitoral no Brasil. Outros desafios incluem a alta dos preços dos insumos, relacionada principalmente pelo conflito no leste europeu.

Parte deste otimismo pode ser derivado da captação de recursos feita no começo deste ano. Em fevereiro, a CMAA confirmou a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 600 milhões; os títulos foram avaliados pela S&P Global Ratings com nota AA na escala nacional, mesma classificação do grupo.

No texto completo, exclusivo para assinantes, você confere:

- Relação entre custos e receitas da CMAA
- Lucro bruto
- Resultado financeiro
- Posição das dívidas

Em 2021/22, a Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) registrou o maior lucro da série histórica iniciada em 2014/15, com R$ 195,1 milhões. O resultado representa um aumento de 10,8% ante a safra anterior, quando obteve R$ 176,16 milhões.

Em seu release de resultados, a empresa afirma que, apesar das intempéries climáticas, seus resultados foram positivos devido à alta de preços dos produtos e à maior produção.

A empresa ainda divulgou um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 866,5 milhões, 38,6% acima dos R$ 625,1 milhões vistos na temporada anterior.

CMAA resultado 080722

Ainda segundo a CMAA, foram processadas 7,93 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2021/22, acréscimo de 15,1% na comparação anual. Apesar do maior volume, a sucroenergética teve uma queda de 0,3% na concentração de açúcar total recuperável (ATR), para 136,9 kg/t, e um recuo de 9,8% no rendimento dos canaviais, para 75,4 t/ha.

De acordo com a empresa, foram produzidas 572,5 mil toneladas de açúcar (+16,5%), 128,6 milhões de litros de etanol anidro (+49,3%), 188,2 milhões de litros de hidratado (-0,3%) e 359,5 mil MWh de energia (-10,9%).

Controlando três usinas no estado de Minas Gerais, o grupo espera que a próxima temporada seja ainda melhor, projetando um lucro de R$ 2 bilhões ao final de 2022/23. Para alcançar o resultado, a companhia pretende aumentar a produção do biocombustível em até 30 milhões de litros.

“Manteremos a estratégia de maximização da capacidade, com expansão do plantio e aumento de eficiência”, informa.

A empresa se mantém confiante para os resultados de 2022/23 mesmo com os possíveis desafios a serem enfrentados pelo setor nesta safra, como a instabilidade econômica derivada do ano eleitoral no Brasil. Outros questões levantadas incluem a alta dos preços dos insumos, relacionada principalmente pelo conflito no leste europeu.

Parte deste otimismo pode ser derivado da captação de recursos feita no começo deste ano. Em fevereiro, a CMAA confirmou a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 600 milhões; os títulos foram avaliados pela S&P Global Ratings com nota AA na escala nacional, mesma classificação do grupo.

Receitas e custos

Em 2021/22 a receita líquida da CMAA foi de R$ 1,79 bilhão – acréscimo anual de 30,7%. Além de ser o maior valor registrado na série histórica, iniciada em 2014/15, este é o segundo ano consecutivo em que o resultado fica acima de R$ 1 bilhão.

De acordo com a empresa, o desempenho reflete a alta no preço do açúcar no mercado externo e a do etanol no cenário doméstico, com uma menor oferta de biocombustível hidratado e anidro e uma gasolina mais valorizada. A receita bruta da companhia com a venda desses produtos somou R$ 795,6 milhões (+26%) e R$ 1 bilhão (+38%).

Além disso, a CMAA contabilizou R$ 12,5 milhões advindos da comercialização de créditos de descarbonização (CBios), alta de 37,4% na comparação anual.

Apesar disso, os custos também aumentaram quase na mesma proporção, chegando a R$ 1,25 bilhão. O incremento é de 29,5% ante os gastos vistos na safra anterior, de R$ 971,79 milhões.

CMAA receitas custos 080722

Assim, as despesas representaram o equivalente a 70% das receitas, um percentual levemente abaixo dos 70,7% vistos na temporada anterior. Este também é o melhor valor em toda a série histórica – em 2015/16, o indicador chegou a 89,6%.

A companhia afirma que um dos fatores para este aumento foi o maior custo unitário do açúcar e do etanol em relação ao valor do açúcar total recuperável (ATR), que teve um acréscimo de 25,8% ante a temporada anterior. Além disso, a CMAA cita a incorporação da unidade Canápolis, localizada na cidade mineira homônima, que foi concluída em setembro de 2020.

Desta forma, o lucro bruto da companhia foi de R$ 539,70 milhões, um crescimento de 33,8% ante a safra anterior.

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Resultado financeiro

Por sua vez, o seu resultado financeiro da sucroenergética foi negativo em R$ 238,80 milhões, um aumento anual de 130% nas perdas. A CMAA afirma que o montante é consequência da alta taxa de juros e do impacto de sua nova unidade, a Canápolis.

No período, as receitas financeiras da empresa cresceram 4,6%, indo para R$ 238,9 milhões. Já as despesas tiveram um salto de 43,8%, para R$ 477,7 milhões.

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Posição das dívidas

Em 31 de março de 2022, as dívidas brutas da CMAA com empréstimos e financiamentos somavam R$ 1,7 bilhão, um aumento de 43,2% na comparação anual. Segundo a companhia, os principais débitos são as emissões de CRAs, que representavam R$ 1,29 bilhão.

Na última safra, a companhia alongou suas dívidas. Do endividamento total, R$ 1,47 bilhão possuem vencimentos acima de doze meses, um aumento de 57,7% ante a posição de um ano antes, quando os débitos nesta categoria somavam R$ 936,04 milhões.

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As dívidas de curto prazo, por outro lado, diminuíram em 10,3%, totalizando R$ 226,58 milhões em 31 de março, ante os R$ 252,66 milhões vistos no encerramento da safra anterior.

Além disso, segundo a companhia, o endividamento líquido era de R$ 900,8 milhões ao final da temporada, alta de 21% em relação à posição de um ano antes.

Giully Regina – NovaCana

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