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CMAA confirma emissão de R$ 600 milhões em CRAs; avaliação da S&P é positiva

A operação será lastreada por debêntures devidas pela sucroenergética e tem vencimento em 2029

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O prospecto dos novos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), divulgado na última quarta-feira, 2, confirma que a sucroenergética decidiu ampliar a emissão para R$ 600 milhões. Em novembro do ano passado, um comunicado ao mercado trazia o valor preliminar de R$ 500 milhões, que poderia ser aumentado em até 20% – ou seja, a empresa atingiu o limite máximo previsto.

Os CRAs estão vinculados à usina Vale do Tijuco, de Uberaba (MG), e serão lastreados por debêntures devidas pela sucroenergética. A emissão será realizada pela Eco Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio (EcoAgro).

Além disso, os papéis foram avaliados pela S&P Global Ratings, que atribuiu a nota AA na escala nacional. Conforme relatório da agência de classificação de risco, o rating é baseado em sua opinião de crédito sobre as debêntures.

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O prospecto dos novos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), divulgado na última quarta-feira, 2, confirma que a sucroenergética decidiu ampliar a emissão para R$ 600 milhões. Em novembro do ano passado, um comunicado ao mercado trazia o valor preliminar de R$ 500 milhões, que poderia ser aumentado em até 20% – ou seja, a empresa atingiu o limite máximo previsto.

Os CRAs estão vinculados à usina Vale do Tijuco, de Uberaba (MG), e serão lastreados por debêntures devidas pela sucroenergética. A emissão será realizada pela Eco Securitizadora de Direitos Creditórios do Agronegócio (EcoAgro).

Além disso, os papéis foram avaliados pela S&P Global Ratings, que atribuiu a nota AA na escala nacional. Conforme relatório da agência de classificação de risco, o rating é baseado em sua opinião de crédito sobre as debêntures.

A S&P detalha que os juros remuneratórios da série única serão equivalentes à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acrescido de 6,5176% ao ano. O pagamento dos juros será semestral, enquanto o do valor principal acontecerá em parcelas anuais nos dois anos finais da operação, de acordo com o cronograma de pagamentos da transação. O vencimento dos certificados será em 2029.

Ainda de acordo com o relatório, a CMAA tem fortalecido suas métricas de crédito com uma “geração de caixa robusta”. A empresa teria se beneficiado principalmente dos preços recordes do etanol e do aumento da capacidade de moagem, visto após a incorporação da usina Canápolis, em Canápolis (MG). Esses fatores, segundo a S&P, minimizaram os impactos negativos da seca e da geada na moagem de cana-de-açúcar.

Em setembro do ano passado, a CMAA subiu um degrau na classificação da S&P, de AA- para AA (escala nacional). A empresa ainda recebeu uma perspectiva positiva, ou seja, a indicação de possibilidade de progressão nas próximas avaliações.

Além disso, no início de dezembro, quatro emissões CRAs da CMAA tiveram suas notas aumentadas, acompanhando o patamar da empresa. Os títulos totalizavam um compromisso R$ 772,49 milhões, com vencimentos entre 2023 e 2026.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
Com reportagem adicional de Renata Bossle

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