Companhia, que está em recuperação judicial, deve pagar juros de 9,5% ao ano
Em reunião realizada no começo de dezembro, o grupo Clealco aprovou uma operação de antecipação de recebíveis no valor de R$ 20 milhões. Ainda que a companhia não tenha divulgado como pretende utilizar os recursos, este tipo de operação é normalmente utilizado para levantamento de capital de giro ou para pagamento de dívidas com vencimento em curto prazo.
De acordo com a ata da reunião, publicada no Diário Oficial de São Paulo no último dia 11, a quantia se refere ao adiantamento de valores a serem recebidos com a venda de energia e serão pagos com juros de 9,5% ao ano. Como garantia, foram disponibilizados o registro de venda de energia futura e um contrato de venda de 35 mil toneladas de açúcar estabelecido com a Czarnikow.
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Em reunião realizada no começo de dezembro, o grupo Clealco aprovou uma operação de antecipação de recebíveis no valor de R$ 20 milhões. Ainda que a companhia não tenha divulgado como pretende utilizar os recursos, este tipo de operação é normalmente utilizado para levantamento de capital de giro ou para pagamento de dívidas com vencimento em curto prazo.
De acordo com a ata da reunião, publicada no Diário Oficial de São Paulo no último dia 11, a quantia se refere ao adiantamento de valores a serem recebidos com a venda de energia e serão pagos com juros de 9,5% ao ano. Como garantia, foram disponibilizados o registro de venda de energia futura e um contrato de venda de 35 mil toneladas de açúcar estabelecido com a Czarnikow.
Em recuperação judicial desde julho de 2018, a Clealco atualmente controla três usinas no estado de São Paulo. Isto, entretanto, pode mudar em breve, já que o plano de recuperação da companhia prevê a venda da unidade Clementina ou da Queiroz, ambas localizadas em municípios homônimos.
Na safra 2019/20, a Clealco registrou um prejuízo líquido de R$ 286,65 milhões. No final da temporada, em 31 de março deste ano, a dívida bruta da companhia com empréstimos e financiamentos somava R$ 1,25 bilhão – com quase a totalidade comprometida no curto prazo.
Em junho, porém, os credores do grupo aprovaram mudanças no plano de recuperação judicial, o que incluiu novos prazos para o pagamento da dívida. Agora, a Clealco tem até o fim de 2025 para quitar cerca de 80% de seus débitos.
Renata Bossle – NovaCana