A Cerradinho Bioenergia, que possui uma usina em Chapadão do Céu (GO), apresentou =relatório financeiro referente às atividades no primeiro trimestre da safra 2016/17
A Cerradinho Bioenergia, que possui uma usina em Chapadão do Céu (GO), apresentou seu relatório financeiro referente ao período encerrado em 30 de junho, que reflete as atividades no primeiro trimestre da safra 2016/17.
Entre os destaques está a decisão da empresa de correr mais riscos na expectativa de melhores resultados.
Confira a seguir os destaques, como flutuou a receita, os custos da empresa e a evolução do prejuízo e do endividamento no primeiro trimestre da temporada. Sete gráficos detalham o resultado.
A Cerradinho Bioenergia, que possui uma usina em Chapadão do Céu (GO), apresentou seu relatório financeiro referente ao período encerrado em 30 de junho, que reflete as atividades no primeiro trimestre da safra 2016/17.
De acordo com as demonstrações financeiras da companhia, a Cerradinho registrou prejuízo líquido de R$ 9,889 milhões nos primeiros três meses desta temporada. As perdas são 28% menores do que o prejuízo de R$ 13,835 milhões obtidos em igual período da safra passada.

Já a receita líquida, na mesma comparação, teve um incremento de 5,7%, indo para R$ 124 milhões. Além disso, ao final deste primeiro trimestre da atual safra, os custos de venda dos produtos e serviços caíram 6,3%, resultando em despesas de um pouco mais de R$ 98 milhões.

Composição da receita
A maior contribuição para a receita bruta da companhia veio das vendas de etanol, com R$ 115,76 milhões (crescimento de 2,9%).
A contribuição da venda de energia elétrica por cogeração na receita da companhia apresentou um crescimento mais expressivo, de 24%, com R$ 16,89 milhões.

Dívida e financiamentos
A dívida líquida e a alavancagem financeira da Cerradinho aumentaram no período. O maior impacto veio com a elevação de empréstimos e financiamentos. Segundo o relatório, isso demonstra a aptidão da empresa em correr riscos maiores em busca de ganhos igualmente maiores.
A alavancagem maior é sinal de que a companhia está utilizando dinheiro de terceiros para maximizar efeitos da variação nos lucros. Em suma, a dívida líquida cresceu 18,8% e a alavancagem, 10%.

Os débitos totais com empréstimos e financiamentos da companhia cresceram 15% desde o início da safra. O balanço usa como comparação os resultados registrados até o dia 31 de março de 2016 para o indicador. Com isso, as dívidas com empréstimos e financiamentos passaram de R$ 644,57 milhões nesta data para R$ 744,96 milhões agora em 30 de junho.

Ainda assim, o perfil da dívida da empresa é saudável, com a maior parte dos vencimentos de financiamentos concentrados no longo prazo. Cerca de R$ 515,77 milhões da dívida e o equivalente a mais de 69% do total dos débitos.

Já a categoria de dívidas a vencer no curto prazo, de até um ano, somam R$ 229,19 milhões.

Safra 2015/16
Na safra passada, o lucro da companhia ficou em R$ 40,8 milhões, 30% maior do que os R$ 28,4 registrados no exercício anterior. A receita operacional líquida foi de R$ 714,9 milhões (35,8% maior do que os apresentados no fim do exercício 2014/15).
Investimentos e ampliações
Em julho, a Cerradinho assinou um contrato de financiamento de R$ 150 milhões com o International Finance Corporation (IFC), braço de investimentos do Banco Mundial.
O investimento será direcionado majoritariamente para a ampliação da capacidade instalada de cogeração que deve ir de 70 MW para 160 MW. Além disso, a empresa deve ampliar sua capacidade de moagem. Atualmente, a Cerradinho pode moer até 5,3 milhões de toneladas de cana por safra, número que deve subir para 6 milhões.
Além disso, a expectativa é que a capacidade de produção de etanol seja ampliada para 520 milhões de litros por temporada. Hoje, a Cerradinho tem autorização da ANP para produzir até 2,8 milhões de litros de hidratado/dia e na última safra sua produção alcançou 402 milhões de litros de etanol.
Para a atual safra, a expectativa segundo o relatório financeiro é que unidade de Chapadão do Céu esmague aproximadamente 5 milhões de toneladas de cana de açúcar e produza, aproximadamente, 416 milhões de litros de etanol e geração de energia de 402.287 MW.
Marina Gallucci – NovaCana