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Cerradinho tem novo prejuízo trimestral e registra crescimento das dívidas

cerradinho bio 010915O novo presidente da Cerradinho Bioenergia, Paulo Oliveira Motta Júnior, que assumiu o cargo no começo de novembro, já deve começar suas atividades de olho nos prejuízos acumulados durante a atual safra

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O novo presidente da Cerradinho Bioenergia, Paulo Oliveira Motta Júnior, que assumiu o cargo no começo de novembro, já deve começar suas atividades de olho nos prejuízos acumulados durante a atual safra.

O novo presidente da Cerradinho Bioenergia, Paulo Oliveira Motta Júnior, que assumiu o cargo no começo de novembro, já deve começar suas atividades de olho nos prejuízos acumulados durante a atual safra. No primeiro trimestre do atual ano contábil, o balanço da empresa registrou uma perda líquida de R$ 13,7 milhões, valor que cresceu 56% e chegou a R$ 21,4 milhões no período de julho a setembro.

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Essa é a segunda vez que a companhia, controladora da Usina Porto das Água, em Chapadão do Céu (GO), divulga seus resultados trimestrais. Contudo, o atual documento apresenta uma comparação com o mesmo período de 2014, quando a Cerradinho obteve lucro líquido de R$ 8,9 milhões.

Um dos dados que mais chama a atenção no novo documento é o crescimento da alavancagem financeira da companhia, valor que corresponde à divisão da dívida líquida pelo capital total. Em 31 de março de 2015, no fechamento do ano fiscal, esse índice era de 44% – agora, chega a 55%. Isso significa que aumentaram os riscos para os investidores, mas também o retorno.

Atualmente, a dívida líquida da Cerradinho é de R$ 573,7 milhões, um valor 45% maior do que o registrado no último balanço anual (R$ 395 milhões). Desse total, R$ 159,1 milhões correspondem a empréstimos e financiamentos com vencimento previsto para menos de um ano. Outros empréstimos, com prazos superiores, somam R$ 355,7 milhões.

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Considerando a emissão de debêntures, que atualmente somam R$ 169,8 milhões, e as operações de mercado futuro (R$ 21 milhões), o valor total de empréstimos e financiamentos da empresa chega a R$ 684,6 milhões, um montante 15% maior que o observado em 31 de março desse ano. Naquele período, a empresa já considerava os R$ 150 milhões em debêntures que tiveram emissão aprovada em 17 de março.

Segundo o relatório auditado pela PWC (PricewaterhouseCoopers), a Cerradinho tem como política operar com alta liquidez. "Isto inclui o impacto potencial de circunstâncias extremas que não podem ser razoavelmente previstas, como desastres naturais e movimentos cíclicos do mercado de commodities", aponta o documento. Dessa forma, a empresa conclui que a opção principal foi pelos contratos de fornecimento de longo prazo, permitindo captação de recursos de longo prazo e redução de custos.

Resultados da safra

Para a safra 2015/16, a expectativa da Cerradinho é esmagar aproximadamente 4,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com uma produção de aproximadamente 403 milhões de litros de etanol e geração de 259,1 GW.

Com relação à safra anterior, esses números trazem um crescimento de 14,6% na moagem total (registrada em 4,1 milhões de toneladas), percentual bastante similar ao 14,2% no crescimento da cogeração, de 226,8 GW em 2014/15. Já a produção de etanol era de 340 milhões de litros, o que significa que a empresa espera por um aumento de 18,5%.

Na comparação entre os resultados trimestrais, as receitas com a venda de etanol de julho a setembro aumentaram 3,6%, indo de R$ 206,3 milhões na safra anterior para R$ 213,7 milhões. Essa relação é inferior aos 5,7% registrados na comparação entre os períodos de abril a junho.

Já a receita com energia elétrica se manteve praticamente estável – de R$ 27,5 milhões para R$ 27,6 milhões – um crescimento de apenas 0,3%. Por fim, outros produtos da companhia renderam R$ 2,6 milhões no segundo trimestre da safra 2014/15 e R$ 2,5 milhões no mesmo período da atual temporada, resultando em uma queda de 3,3%.

Renata Bossle – NovaCana

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