De acordo com as demonstrações financeiras, a Cerradinho encerrou o semestre da temporada com um lucro líquido de R$ 1,9 milhão. O número representa uma recuperação quando comparado ao prejuízo registrado em igual período da safra anterior, de R$376 mil
A Cerradinho Bioenergia, que possui uma usina em Chapadão do Céu (GO) e capacidade de processamento de 4,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, apresentou relatório financeiro referente ao período encerrado em 30 de setembro de 2017, refletindo as atividades dos seis meses de atividades da safra 2017/18.
De acordo com as demonstrações financeiras, a Cerradinho encerrou o semestre da temporada com um lucro líquido de R$ 1,9 milhão. O número representa uma recuperação quando comparado ao prejuízo registrado em igual período da safra anterior, de R$376 mil.
Já o lucro bruto, que mede a diferença entre a receita operacional líquida e os custos de produção – já levando em conta a variação no valor justo do ativo biológico (cana em pé) –, ficou na casa dos R$ 76 milhões, cerca de 16% menor do que o visto no mesmo período da safra anterior. Mesmo com queda nos custos de produção, o índice é resultado de uma receita operacional líquida da companhia 6,5% menor, assim como de uma desvalorização do ativo biológico.
Entenda o resultado da Cerradinho em seis gráficos:
- Lucro líquido comparado
- Evolução da receita e dos custos
- Lucro operacional comparado
- Posição da dívida
- Cronograma para amortização de empréstimos e debêntures
- Índice de alavancagem financeira e detalhamento do cálculo
A Cerradinho Bioenergia, que possui uma usina em Chapadão do Céu (GO) e capacidade de processamento de 4,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, apresentou relatório financeiro referente ao período encerrado em 30 de setembro de 2017, refletindo as atividades dos seis meses de atividades da safra 2017/18.
De acordo com as demonstrações financeiras, a Cerradinho encerrou o semestre da temporada com um lucro líquido de R$ 1,9 milhão. O número representa uma recuperação quando comparado ao prejuízo registrado em igual período da safra anterior, de R$376 mil.
Já o lucro bruto, que mede a diferença entre a receita operacional líquida e os custos de produção – já levando em conta a variação no valor justo do ativo biológico (cana em pé) –, ficou na casa dos R$ 76 milhões, cerca de 16% menor do que o visto no mesmo período da safra anterior. Mesmo com queda nos custos de produção, o índice é resultado de uma receita operacional líquida da companhia 6,5% menor, assim como de uma desvalorização do ativo biológico.


A avaliação do ativo biológico por seu valor justo considera diversas estimativas, tais como: preço de cana-de-açúcar, taxas de desconto, plano de colheita e volume de produtividade. Esse é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas. No caso da Cerradinho, o indicador passou de R$ 3 milhões no encerramento do primeiro semestre de 2016/17 para R$ 11 milhões negativos.

Endividamento
Outro dado relevante do balanço da companhia é a queda no perfil de endividamento em comparação com o início da safra, em março. A Cerradinho registrou uma redução de quase 7% do total das dívidas com empréstimos, financiamentos e debêntures, alcançando um total de dívidas dessa natureza em R$ 705,7 milhões.

O resultado foi influenciado pela diminuição do tamanho da dívida de longo prazo (com vencimento superior a um ano). Esses endividamentos somam R$ 528 milhões – uma queda de 9,7% na comparação com o início da safra. Já as dívidas da Cerradinho que vencem em um ano são de R$ 177,5 – um aumento de 2,5%.

Alavancagem
Além disso, o grau de alavancagem da companhia permanece elevado. O índice corresponde à divisão da dívida líquida (total de empréstimos, subtraído do montante de caixa e equivalente de caixa) pelo capital total, ou seja, pela soma do patrimônio líquido.
No período findo em março de 2017, a alavancagem era de 50% e, agora, no período de abril a setembro, o número apresentado foi de 54%.
O alto grau de alavancagem representa maiores riscos para os investidores, mas também maiores taxas de retorno, pois o resultado fica sensível a qualquer variação na receita bruta.

Marina Gallucci – NovaCana