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Selecionada pelo PAISS Agrícola, Ceres investirá no melhoramento genético da cana-de-açúcar

Acana-240414lém do sorgo, mercado em que já atuava, a companhia avalia o desenvolvimento de variedades de cana transgênica e cana-energia
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A empresa de biotecnologia e sementes Ceres anunciou que vai usar os recursos do PAISS Agrícola para reforçar suas atividades e infraestrutura no país nos próximos quatro anos. A novidade é a atuação com cana-de-açúcar, cultura em que a companhia não atuava até então. Segundo o anúncio, o foco dos investimentos será o melhoramento genético e identificação de "traits", características biotecnológicas para melhorar o sorgo e a cana-de-açúcar.


A empresa de biotecnologia e sementes Ceres anunciou que vai usar os recursos do PAISS Agrícola para reforçar suas atividades e infraestrutura no país nos próximos quatro anos. A novidade é a atuação com cana-de-açúcar, cultura em que a companhia não atuava até então. Segundo o anúncio, o foco dos investimentos será o melhoramento genético e identificação de "traits", características biotecnológicas para melhorar o sorgo e a cana-de-açúcar.

Atuando há quatro anos no país com variedades de sorgo, a companhia norte-americana considera entrar para a pesquisa da cultura tradicional do setor canavieiro. O plano é o desenvolvimento de cana-de-açúcar transgênica, "cultura na qual pretende avançar nos próximos anos". Para o gerente geral da Ceres no Brasil, André Franco, no mercado local, a empresa vislumbra, sobretudo, variedades transgênicas e a cana energia.

A aposta da Ceres reforça o interesse cada vez maior de empresas de tecnologia por alternativas que possam melhorar a qualidade e a quantidade da biomassa da planta, como é o caso da cana energia.

A exemplo da Ceres, a Biocelere Agroindustrial, braço de pesquisa da GranBio, usará os recursos do PAISS Agrícola para investir em cana transgênica e cana energia, visando a produção de etanol de segunda geração (2G).

Pesquisas com sorgo

A Ceres começou sua trajetória no mercado brasileiro com a introdução de sementes híbridas de sorgo sacarino, matéria-prima complementar à cana-de-açúcar que é empregada na produção de etanol e energia de biomassa. Em 2013, trouxe ao país sementes híbridas de alta biomassa, que são utilizadas na cogeração de energia e geração de calor.

Desde então, uma linha de produtos tem sido desenvolvida, inicialmente com o sorgo sacarino e depois com o sorgo de alta biomassa. A safra da cultura ocorre de novembro a maio, na entressafra da cana, e tem ciclo entre 110 e 115 dias.

Embora não tenha dado maiores detalhes, a Ceres acredita que "o melhoramento genético e a adaptação às diversas regiões do país apresentam ganhos significativos na cultura do sorgo safra após safra, já oferecendo viabilidade econômica aos mercados consumidores".

Otimista, a empresa afirma que mais de 40 usinas tiveram contato com seus produtos na safra 2013/2014, entre áreas comerciais e de testes. Para Franco, o mercado tem expressado grande interesse nos resultados dos produtos e em seu potencial evolutivo.

A Ceres, que já conta com R$ 10 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na forma de subvenção com recursos não reembolsáveis, também busca uma linha de crédito de até R$ 75,4 milhões no âmbito do PAISS Agrícola. A empresa espera obter ambos os recursos até o final do ano.

Leonardo Siqueira – NovaCana
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