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Os canaviais mais produtivos do Brasil: Cidades com rendimento acima de 85 t/ha

Mais de 120 municípios brasileiros compõe o ranking da produtividade em 2020

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Uma boa produção de cana-de-açúcar vai muito além do foco na quantidade, sendo essencial demarcar a qualidade da cultura cultivada em cada região. O rendimento dos canaviais brasileiros é um dos índices mais importantes para ser observado, tanto para as grandes usinas quanto para os produtores independentes. Afinal, para ter uma relação custo-benefício adequada é preciso saber quantas toneladas é possível extrair de cada hectare plantado.

A grande meta do setor sucroenergético é alcançar, e eventualmente até ultrapassar, os três dígitos de rendimento médio, ou seja, acima de 100 toneladas por hectare. Entretanto, este objetivo ainda é uma realidade distante para muitos – especialmente quando se leva em conta a atual estiagem. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), o rendimento médio dos canaviais da região Centro-Sul entre 1º de abril e o final de setembro foi de 69,6 t/ha, uma queda de 15,5% ante o mesmo período da safra 2019/20, quando o valor chegou a 82,4 t/ha.

Já de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o ano civil de 2020 (janeiro a dezembro), a produtividade média dos canaviais brasileiros chegou a 75,6 t/ha, um aumento de 1,27% em relação ao ano anterior, que alcançou 74,66 t/ha. É importante ressaltar que os dados do IBGE são coletados junto a cada município e incluem o cultivo de cana-de-açúcar para outros fins, como a produção de melaço e aguardente, não apenas para o uso das usinas de açúcar e etanol.

Apesar do avanço anual, o valor visto em 2020 ainda está distante das 80,25 t/ha de 2009, recorde na série histórica iniciada em 2007. Nos últimos cinco anos, inclusive, o índice se manteve entre 74 t/ha e 75 t/ha, demonstrando estabilidade no rendimento das plantações.

Considerando apenas municípios com produção acima de 300 mil toneladas e com mais de 85 t/ha de rendimento, o NovaCana elencou 124 cidades brasileiras como as campeãs de produtividade em 2020 – oito a mais do que no ano anterior. Entretanto, apenas 13 municípios apresentaram um rendimento acima de 100 t/ha, a grande meta de produtividade do setor sucroenergético brasileiro.

Do total, 74 cidades são do estado de São Paulo. Outras 17 de Minas Gerais, 16 de Goiás, 9 do Paraná, 4 do Mato Grosso e 2 do Mato Grosso do Sul. Também aparecem na lista os estados de Bahia e Maranhão, com um representante cada.

Em 2020, a nova líder do ranking é Juazeiro (BA), com um rendimento de 151,71 t/ha, crescimento de 30,4% em relação às 116,37 t/ha vistas em 2019. Desta forma, a cidade baiana tirou a liderança de Jataí (GO) que foi considerada a cidade mais produtiva do Brasil por três anos consecutivos.

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Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes, gráficos e análises com:

- As cidades com canaviais que renderam mais de 85 t/ha
- Evolução do rendimento médio no Brasil e principais estados produtores
- Evolução de rendimento nos municípios com maior produção de cana em 2020
- Histórico de rendimento das vinte cidades mais produtivas
- Os canaviais mais improdutivos de 2020, por região

Uma boa produção de cana-de-açúcar vai muito além do foco na quantidade, sendo essencial demarcar a qualidade da cultura cultivada em cada região. O rendimento dos canaviais brasileiros é um dos índices mais importantes para ser observado, tanto para as grandes usinas quanto para os produtores independentes. Afinal, para ter uma relação custo-benefício adequada é preciso saber quantas toneladas é possível extrair de cada hectare plantado.

A grande meta do setor sucroenergético é alcançar, e eventualmente até ultrapassar, os três dígitos de rendimento médio, ou seja, acima de 100 toneladas por hectare. Entretanto, este objetivo ainda é uma realidade distante para muitos – especialmente quando se leva em conta a atual estiagem. Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), o rendimento médio dos canaviais da região Centro-Sul entre 1º de abril e o final de setembro foi de 69,6 t/ha, uma queda de 15,5% ante o mesmo período da safra 2019/20, quando o valor chegou a 82,4 t/ha.

Já de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante o ano civil de 2020 (janeiro a dezembro), a produtividade média dos canaviais brasileiros chegou a 75,6 t/ha, um aumento de 1,27% em relação ao ano anterior, que alcançou 74,66 t/ha. É importante ressaltar que os dados do IBGE são coletados junto a cada município e incluem o cultivo de cana-de-açúcar para outros fins, como a produção de melaço e aguardente, não apenas para o uso das usinas de açúcar e etanol.

Apesar do avanço anual, o valor visto em 2020 ainda está distante das 80,25 t/ha de 2009, recorde na série histórica iniciada em 2007. Nos últimos cinco anos, inclusive, o índice se manteve entre 74 t/ha e 75 t/ha, demonstrando uma estabilidade no rendimento das plantações.

As cidades campeãs em produtividade

Considerando apenas municípios com produção acima de 300 mil toneladas e com mais de 85 t/ha de rendimento, o NovaCana elencou 124 cidades brasileiras como as campeãs de produtividade em 2020 – oito a mais do que no ano anterior. Entretanto, apenas 13 municípios apresentaram um rendimento acima de 100 t/ha, a grande meta de produtividade do setor sucroenergético brasileiro.

Do total, 74 cidades são do estado de São Paulo. Outras 17 de Minas Gerais, 16 de Goiás, 9 do Paraná, 4 do Mato Grosso e 2 do Mato Grosso do Sul. Também aparecem na lista os estados de Bahia e Maranhão, com um representante cada.

Em 2020, a nova líder do ranking é Juazeiro (BA), com um rendimento de 151,71 t/ha, crescimento de 30,4% em relação às 116,37 t/ha vistas em 2019. Desta forma, a cidade baiana tirou a liderança de Jataí (GO) que foi considerada a cidade mais produtiva do Brasil por três anos consecutivos. O município goiano, agora em segundo lugar, apresentou um rendimento de 120 t/ha, mesmo índice do ano anterior, mas viu sua produção cair 4% na comparação anual.

Na terceira posição aparece o município de Jaíba (MG), com uma produtividade de 118 t/ha. Mantendo a mesma colocação entre os dois anos analisados, a cidade teve um aumento anual de 4,7% em seu rendimento médio. No total, produziu 972,32 toneladas de cana em uma área de 8,24 mil hectares.

Em seguida, Chapadão do Céu (GO) teve uma produtividade de 115 t/ha e apresentou a maior produção entre as primeiras colocadas do ranking, com 3,1 milhões de toneladas cultivadas em 27 mil hectares. No ano anterior, o município apareceu na quinta colocação, empatado com as cidades paulistas de Urânia (5ª) e Florínea (12ª), que em 2020 tiveram um rendimento de 110 t/ha e 95 t/ha, respectivamente.

Em 2020, na lista com os vinte municípios com os melhores rendimentos, dez cidades deixaram o ranking, alterando metade da lista entre um ano e outro. As três primeiras colocações se mantiveram, apenas com Juazeiro (BA) e Jataí (GO) alternando o primeiro e o segundo lugar.

Além disso, cinco cidades que apresentaram rendimento abaixo de 85 t/ha em 2019 e ficaram de fora do ranking, agora aparecem entre as vinte mais produtivas de 2020: Boituva (SP) com 100 t/ha; Batayporã (MS) com 98 t/ha; Taquarussu (MS) com 97,9 t/ha; e as paulistas Tapiratiba e Itapura com 95 t/ha cada.

Santo Antônio da Platina, que ficou em quarto lugar em 2019, deixou a lista depois de uma queda de 24,1% em seu rendimento anual. Já as cidades de Casa Branca (SP), Monte Belo (SP) e Japaraíba (MG) saíram da lista e estão empatadas na 24ª posição no levantamento mais recente. Em 2020, elas contaram com um rendimento de 90 t/ha, igualando seu resultado com outros 30 municípios.

Uberlândia, apesar de ter continuado na lista, teve uma queda de 5,8% em seu rendimento, totalizando 98 t/ha em 2020 ante as 104 t/ha vistas um ano antes.

Os dados completos sobre produtividade por estado e por município, assim como informações sobre área de cultivo, produção e preço médio da cana-de-açúcar estão disponíveis no NovaCana DATA.

Rendimento das cinco cidades com maior produção

As cinco cidades que encabeçam a lista de maiores produções de cana-de-açúcar em 2020 ficaram longe do ranking de rendimento. Entre elas, os melhores índices de produtividade foram de Quirinópolis (GO) e Uberaba (MG), com mais de 84 t/h cada.

Apesar de registrar o melhor rendimento, o município goiano ainda teve retração de 1,6% no índice, enquanto a cidade mineira viu sua média aumentar em 1,2%.

No período, Quirinópolis contou com uma produção de 6,34 milhões de toneladas, aumento de 6,7% na comparação anual, em uma área de 77 mil hectares cultivados. Já Uberaba colheu 7,95 milhões de toneladas, crescimento de 17,2%, o que garantiu a liderança no ranking da produção de cana-de-açúcar em 2020.

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A segunda cidade com a maior produção do ano, registrando 7,62 milhões de toneladas, foi Morro Agudo (SP), que teve um rendimento de 77 t/ha – mesma média vista no ano anterior. Em seguida, Rio Brilhante (MS) produziu 6,15 milhões de toneladas em 2020 e teve uma produtividade de 76,88 t/ha, aumento de 5,5% na comparação anual.

Por fim, Nova Alvorada do Sul (MS), que também teve uma produção acima de 6 milhões de toneladas, registrou o menor rendimento do grupo, com 67,5 t/ha, queda de 1,7% entre os dois últimos anos.

Produtividade por estado

O ranking de rendimento dos seis maiores estados produtores de cana-de-açúcar no Brasil não teve alterações de posições entre os dois últimos anos. Também repetindo o padrão de 2019, quatro unidades da federação apresentaram uma produtividade acima da média nacional de 2020, de 75,60 t/ha.

Pelo segundo ano consecutivo, Goiás é o estado que apresentou o melhor rendimento dos canaviais, com uma média de 81,56 t/ha, um aumento de 2,6% em relação aos 79,53 t/ha vistos no período anterior.

Em seguida, Mato Grosso teve uma queda de 0,3% em seu rendimento, com 78,50 t/ha. Minas Gerais aparece em terceiro lugar, com 77,99 t/ha um aumento de 0,8% na comparação anual.

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São Paulo, que apresentou o maior aumento entre os principais estados produtores, ficou em quarto lugar com 78,28 t/ha, 1,4% acima dos 77,17 t/ha de 2019. Já Mato Grosso do Sul contabilizou um rendimento de 71,87 t/ha, aumento de 0,1% entre os últimos registros. Por fim, o Paraná fecha a lista com uma produtividade de 70,44 t/ha, 1% acima dos 69,75 t/ha do ano anterior.

Considerando todas as unidades da federação, Roraima se manteve com o pior rendimento, 11,45 t/ha. Ainda assim, o valor representa um crescimento de 15% em relação aos 9,95 t/ha vistos em 2019, maior aumento entre todos os estados em 2020. Já a maior queda foi registrada no Rio Grande do Sul, 12,9%, uma vez que o estado fechou o período com uma produtividade de 37,04 t/ha.

Na outra ponta, o Distrito Federal teve o melhor rendimento entre todas as unidades da federação, com 85 t/ha, mantendo o índice dos últimos três anos. Em 2020, a capital do país produziu 17,42 mil toneladas de cana em uma área de 205 hectares.

Os canaviais mais improdutivos

Considerando apenas municípios com produção acima de 300 mil toneladas em 2020, 57 tiveram um rendimento abaixo de 60 t/ha – cinco cidades a mais do que no ano anterior, quebrando a tendência de queda no número de canaviais mais improdutivos do país dos últimos anos.

Do total, 12 municípios eram do estado de Alagoas. Em seguida, Paraná e Pernambuco empataram com 10 representantes cada.

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Considerando as 10 cidades com os menores resultados em produtividade, oito são da região Centro-Sul e duas do Norte-Nordeste.

Com uma queda de 4,6%, o município São Francisco de Itabapoana (RJ) teve o pior rendimento, com 42,86 t/ha. Ele foi seguido por Campos dos Goytacazes (RJ), com 44,33 t/ha (-0,1%), que era o primeiro da lista em 2019.

Em terceiro ficou a cidade de Itarumã (GO), com 44,48 t/ha (-8,9%). Já Eldorado (MS), Escada (PE) e Aldeias Altas (MA) contabilizaram 45 t/ha cada. Desta lista, o município sul-mato-grossense teve a pior queda no rendimento anual, com 25,9%.

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Giully Regina – NovaCana

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