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Cana-de-açúcar deu origem à 16% de toda energia do Brasil em 2013

cana-energia-131112Números mostram a importância dos derivados da cana-de-açúcar para o sistema energético nacional
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Documento liberado pelo governo consolidou os dados mais importantes sobre a matriz energética brasileira. Os dados finais de 2013 revelam a importância da cana-de-açúcar para o país e onde foi registrado crescimento em relação ao ano passado.

O trabalho, utilizado por especialistas do mundo inteiro para entender os rumos energéticos do Brasil, foi apresentado em forma de síntese pelo Governo Federal.

A seguir os detalhes e gráficos envolvendo a cana-de-açúcar presente no documento.

Documento liberado pelo governo consolidou os dados mais importantes sobre a matriz energética brasileira. Os dados finais de 2013, publicados na forma de síntese, revelam de forma cristalina a importância da cana-de-açúcar para o país.

O Balanço Energético Nacional (BEN) é produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e é utilizado por especialistas do mundo inteiro para entender os rumos energéticos do Brasil. A edição 2014, com os dados consolidados de 2013, apresenta os números da crescente dependência dos derivados da cana-de-açúcar.

ben 0

O etanol e a bioeletricidade responderam por 16,1% de toda oferta interna de energia no Brasil no ano passado. Mesmo vivendo um período de crise, o setor sucroenergético aumentou sua oferta de energia em 9,3%, alcançando 47,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep), ante os 43,6 Mtep registrados em 2012.

Entre as fontes renováveis, que responderam por 41% da energia ofertada no período, os produtos obtidos da biomassa da cana tiveram a maior participação.

1 oferta interna energia

Quando discriminada a contribuição por produto, a bioeletricidade produzida a partir do bagaço de cana teve a maior participação, atendendo a 11,3% da demanda energética com energia de 29,47 Mtep. O etanol respondeu por outros 4,8% da energia que foi consumida no ano passado ao fornecer 11,9 Mtep.

Os números revelam um pequeno incremento da participação canavieira na matriz energética em relação a 2012, quando os índices foram de 11,2% para o bagaço de cana e 4,2% para o etanol.

Consumo de energia no setor

Ao passo que produz energia, o setor sucroenergético também tem uma intensa demanda de energia. Dos 47,6 Mtep gerados em 2013, foi consumido pelo próprio setor 12,4 Mtep, ou seja, aproximadamente um terço da energia total produzida.

Como consumidor, o setor de açúcar e álcool foi responsável pela segunda maior demanda entre as indústrias de energia, atrás apenas do setor de gás natural. O consumo próprio teve um incremento anual de 16,5%, o que, conforme a EPE, decorre do incremento de 17,6% na produção total de etanol.

2 consumo de energia do setor

Demanda de combustível no transporte

O consumo total do setor de transporte pelo segundo ano consecutivo cresceu significativamente. A EPE destaca que "em 2013, este aumento foi suprido em grande parte por etanol, diferentemente do ano 2012 cujo destaque foi a gasolina".

"A produção e o consumo de etanol cresceram respectivamente 17,6% e 19,9% em relação ao ano anterior. Cabe ressaltar que a partir de maio de 2013, o governo determinou o aumento da proporção de álcool anidro na gasolina, de 20 para 25%. Diante deste contexto, o consumo de gasolina registrou queda de 0,2%", descreve a EPE.

3 consumo transportes

O etanol forneceu 14,3% da energia consumida na área de transportes. Isoladamente o etanol anidro cresceu 24,8% em participação e o hidratado teve uma participação 16,6% maior do que em 2012.

Participação da biomassa na energia elétrica

As térmicas de biomassa – que abrangem o bagaço de cana, lenha, lixívia e outras fontes – responderam por 7,6% do total da matriz de energia elétrica, ante os 6,8% do ano anterior. Em 2013 foram gerados 39,6 mil GWh, contra 34,6 mil GWh em 2012, resultando em crescimento de 14,5%.

Segundo a EPE, o aumento no consumo final de eletricidade no país de 3,6% foi atendido a partir da expansão da geração térmica, especialmente das usinas movidas a carvão mineral (+75,7%), gás natural (+47,6%), bagaço de cana (+19,2%). A participação do bagaço de cana na matriz elétrica cresceu de 4,2 para 4,9%.

O total gerado pela biomassa, incluindo exportação e autoprodução, representou uma participação de 26,9% entre as fontes termelétricas.

4 contribuição por fonte

Geração cresceu 116,5% em março

Com preços no mercado spot de energia próximos ao teto de R$ 824, a oferta de bioeletricidade pelas térmicas à biomassa cresceu 116,5% em março, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Dados do Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico do Ministério de Minas e Energia (MME) mostram que as térmicas à biomassa em março geraram para o sistema 482 GW/hora, crescimento de 72% na comparação com fevereiro.

No acumulado de abril de 2013 a março de 2014 foram injetados no Sistema Interligado Nacional (SIN) 17,5 mil GWh, uma evolução de 34,3% em relação ao acumulado anterior.

Porém no confronto entre a geração verificada (que inclui a autoprodução das usinas) e quantidade máxima de energia que as usinas podem comercializar (garantia física), a produção ficou bem abaixo do esperado. As térmicas a biomassa geraram 646 MW médios, enquanto a garantia física para março era de 1.932 MW médios.

Nos 12 meses findos em abril de 2014 o aumento da capacidade instalada do parque à biomassa foi de 11,2%, passando de 10,2 mil MW instalados para 11,424 mil MW. Dessa capacidade instalada a estimativa do MME é que 8,9% esteja disponível, ou seja sem importação de energia contratada.

Em 2014 o MME espera que a geração à biomassa seja expandida em 242 MW instalados.

O documento completo do Balanço Energético Nacional pode ser acessado aqui.

O monitoramento mensal do Sistema Elétrico feito pelo MME está disponível aqui.

Amanda SchArr – NovaCana
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