Os dois macroindicadores que compõem o valor da cana – preço do açúcar e do etanol e o mix de comercialização –, junto ao bônus de R$ 0,49 por litro e à isenção de tributo sobre o etanol anidro, de R$ 0,19/L, trouxeram aumento ao valor da matéria-prima em Pernambuco.
No estado, o valor do quilo do açúcar total recuperável (ATR) subiu 7,3%, elevando R$ 10,1631 no preço da tonelada, que subiu para R$ 149,4362 em setembro.
O presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade Lima, detalhe os números. Segundo ele, o açúcar VHP negociado no mercado mundial e o cristal no mercado interno subiram em 8,02% (indo a R$ 98,93 por saca) e 4,44% (R$ 120,60 por saca), respectivamente. Além disso, houve alta de 25,1% do VHP para o mercado americano, indo para R$ 153,13 por saca.
A alta do VHP americano, que se refere ao mix de comercialização, passou por mudança a partir de setembro. Nesse caso, deixou de ser considerado o valor de referência de 21 centavos de dólar por libra-peso, passando-se a utilizar a referência da tela informada pela Esalq, com o desconto relacionado à tributação americana de 25%, conforme o critério informado para o cálculo. Essa alteração também contribuiu na composição do ATR.
Os preços dos etanóis hidratado e anidro também cresceram, com altas de 4,32% (a R$ 3.319,36/m³) e 6,61% (3.506/m³) respectivamente. A partir de setembro, foi incluído no cálculo o valor de R$ 0,49 por litro no anidro. Outro fator que interferiu no valor do no etanol foi a isenção de PIS/Confis de R$ 0,19/L.
“O entendimento entre o setor dos canavieiros e os industriais foi crucial para ultrapassarem os desafios da última safra, bem como foi vital para que juntos conquistassem a ajuda estadual através da política de doação de fertilizantes para os fornecedores de cana, além da inclusão do bônus dos R$ 0,49 no etanol anidro, já a partir do começo desta nova safra”, afirma a AFCP, em nota.