Apesar do crescimento nas receitas, custos da sucroenergética também subiram
Depois de duas temporadas com resultados acima de R$ 60 milhões, a Bioenergética Aroeira apresentou um lucro líquido de R$ 45,61 milhões em 2021/22, queda de 32,3% ante o resultado da safra anterior.
De acordo com a companhia, a moagem na temporada totalizou 2,52 milhões de toneladas, uma retração de 4,1% em relação às 2,62 milhões de toneladas vistas em 2020/21.
Os números fazem parte das demonstrações financeiras da empresa, publicadas no Jornal do Comércio de Minas Gerais. Eles não incluem o desempenho da Central Energética Tupaciguara, empresa do mesmo grupo dedicada à geração e exportação de energia elétrica.
Apesar da queda no resultado, este não é o menor lucro recente da sucroenergética. Em 2018/19, a Aroeira somou R$ 31,13 milhões.
Para 2022, segundo seu site, a companhia projeta uma moagem de 2,87 milhões de toneladas. O resultado pode ser impulsionado por um financiamento de R$ 145 milhões obtido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em junho. Os recursos devem ser direcionados para a capacidade de processamento de cana-de-açúcar e geração de energia elétrica a partir de biomassa.
O grupo, que controla uma usina na cidade de Tupaciguara (MG), relata a produção de 210,39 mil toneladas de açúcar em 2021, além de 30,24 milhões de litros de etanol hidratado e 51,06 milhões de litros de anidro. Para 2022, a estimativa é de 231,64 mil toneladas de açúcar, 56,78 milhões de litros de hidratado e 48,08 milhões de litros de anidro.
Na reportagem completa, exclusiva para assinantes NovaCana, você confere mais detalhes sobre os resultados financeiros da Bioenergética Aroeira, incluindo a relação entre receitas e custos, o lucro bruto e a posição das dívidas.
Depois de duas temporadas com resultados acima de R$ 60 milhões, a Bioenergética Aroeira apresentou um lucro líquido de R$ 45,61 milhões em 2021/22, queda de 32,3% ante o resultado da safra anterior.
De acordo com a companhia, a moagem na temporada totalizou 2,52 milhões de toneladas, uma retração de 4,1% em relação às 2,62 milhões de toneladas vistas em 2020/21.
Os números fazem parte das demonstrações financeiras da empresa, publicadas no Jornal do Comércio de Minas Gerais. Eles não incluem o desempenho da Central Energética Tupaciguara, empresa do mesmo grupo dedicada à geração e exportação de energia elétrica.

Para 2022, segundo seu site, a Bioenergética Aroeira projeta uma moagem de 2,87 milhões de toneladas. O resultado pode ser impulsionado por um financiamento de R$ 145 milhões obtido junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em junho. Os recursos devem ser direcionados para a capacidade de processamento de cana-de-açúcar e geração de energia elétrica a partir de biomassa.
O grupo, que controla uma usina na cidade de Tupaciguara (MG), relata a produção de 210,39 mil toneladas de açúcar em 2021, além de 30,24 milhões de litros de etanol hidratado e 51,06 milhões de litros de anidro. Para 2022, a estimativa é de 231,64 mil toneladas de açúcar, 56,78 milhões de litros de hidratado e 48,08 milhões de litros de anidro.
Receitas e custos
A Bioenergética Aroeira, assim como outras empresas do setor, beneficiou-se da alta no preço dos produtos sucroenergéticos em 2021/22 e aumentou sua receita líquida operacional em 21,1%, somando R$ 569,79 milhões. Na temporada anterior, a companhia registrou R$ 470,52 milhões.
Entretanto, os custos dos produtos chegaram a R$ 411,72 milhões, uma alta de 29,2% ante os R$ 318,60 milhões vistos em 2020/21.

Assim, as despesas representaram cerca de 72,3% das receitas, um acréscimo de 4,6 pontos percentuais em comparação com o indicador da temporada anterior. Apesar deste ser o maior valor do índice desde 2016/17, a Aroeira ainda conseguiu manter uma margem positiva.
O lucro bruto da companhia teve um acréscimo de 4% na comparação anual, totalizando R$ 170,26 milhões. Este é o melhor resultado operacional da companhia desde o início da série histórica, em 2016/17.

Por sua vez, o resultado financeiro da Aroeira foi negativo em R$ 77,17 milhões, no pior desempenho da série histórica. As despesas – juros sobre empréstimos, gastos financeiros com arrendamentos, despesas bancárias e juros pagos – somaram R$ 85,39 milhões, enquanto as receitas somaram R$ 17,58 milhões. Os instrumentos derivativos representaram uma perda adicional de R$ 9,35 milhões.
Posição das dívidas
A Bioenergética Aroeira também registrou a ampliação anual de 13% em suas dívidas com empréstimos e financiamentos, que totalizavam R$ 673,41 milhões em 31 de março de 2022.
Do montante, R$ 81,05 milhões se referem a dívidas com vencimento no decorrer da safra. Nesta categoria, houve uma queda de quase 30% ante os R$ 115,51 milhões devidos ao final da temporada passada – o movimento caracteriza um alongamento no perfil de endividamento da empresa.

Os débitos a longo prazo, por outro lado, cresceram 23,2%, somando R$ 592,36 milhões ao final de março deste ano. No encerramento da safra 2020/21, os empréstimos e financiamentos com vencimento acima de doze meses totalizavam R$ 480,41 milhões.
Giully Regina – NovaCana