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Apostando no açúcar, São Martinho fará emissão de notas no valor de R$ 405 milhões

sao martinho 161015Elevar a capacidade de produção de açúcar em mais 100 mil toneladas. A proposta da São Martinho não é fácil, mas a companhia está caminhando com aparente segurança nessa direção

NovaCana 4 min de leitura

Elevar a capacidade de produção de açúcar em mais 100 mil toneladas. A proposta do Grupo São Martinho para as próximas safras não é fácil de ser cumprida, mas a companhia está caminhando com aparente segurança nessa direção.

Na última segunda-feira (6), mesma data em que foi divulgado o balanço financeiro da safra 2015/16, os executivos da São Martinho aprovaram a emissão de novas notas de crédito à exportação (NCE).

Elevar a capacidade de produção de açúcar em mais 100 mil toneladas. A proposta do Grupo São Martinho para as próximas safras não é fácil de ser cumprida, mas a companhia está caminhando com aparente segurança nessa direção.

Na última segunda-feira (6), mesma data em que foi divulgado o balanço financeiro da safra 2015/16, os executivos da São Martinho aprovaram a emissão de notas de crédito à exportação (NCE) no valor de até R$ 405 milhões. A operação será feita em favor do Itaú Unibanco e será vinculada a uma operação de securitização do agronegócio emitida pela Octante Securitizadora.

Segundo a demonstração financeira da companhia, as dívidas com NCE representavam R$ 734,3 milhões de reais em 31 de março. Ou seja, a nova emissão, se atingir o valor máximo, representaria um acréscimo de 55% no valor mais recente declarado.

A posição observada no final da última safra é 12,4% menor que o registrado no encerramento do balanço anterior, quando esse tipo de débito somava R$ 838,5 milhões.

A nova NCE terá prazo de vencimento de três anos a contar da sua data de emissão e o valor deverá ser amortizado integralmente na data de vencimento. Além disso, correrão juros equivalentes a um percentual que não deverá exceder 104,5% da variação acumulada da Taxa DI. Ainda segundo a companhia, a remuneração será paga semestralmente a partir da data de desembolso da NCE.

Perfil das dívidas

Ao final da safra 2015/2016, o Grupo São Martinho havia aumentado sua dívida líquida em 8,4%, totalizando aproximadamente R$ 2,8 bilhões. De acordo com a companhia, a variação cambial afetou as dívidas em moeda estrangeira (R$ 170 milhões) e também houve um aumento no capital de giro necessário para fazer frente às posições de açúcar fixadas.

“Tais impactos serão revertidos integralmente no momento que realizarmos nossas exportações de açúcar nas próximas safras”, declara o relatório da São Martinho.

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Ainda assim, como a empresa viveu um aumento de seu Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), foi possível diminuir o indicador Dívida Líquida/Ebitda de 2,24 para 2,14 vezes.

Aumento de 3,5% nos investimentos

Durante a safra 2015/16, a São Martinho investiu mais de R$ 840,8 milhões em suas usinas e seus canaviais, um valor 3,5% maior que os R$ 812 milhões alocados em 2014/15.

De acordo com os números da companhia, o maior aumento relativo foi na categoria de melhorias operacionais, que abrange trocas de equipamentos agrícolas e industriais, visando crescimento de produtividade. Nesse caso, o investimento foi de R$ 60,2 milhões para R$ 74,5 milhões (23,8%).

Por sua vez, na área de modernização e expansão, os investimentos somaram R$ 89,7 milhões, uma redução de 28,3% em relação aos R$ 125 milhões da safra 2014/15. “A redução do volume de investimentos reflete o processo de finalização de diversos projetos que a companhia iniciou nos anos anteriores, combinado com os novos investimentos na expansão da capacidade de processamento da usina Santa Cruz, que se dará a partir da safra 2017/18”, justifica.

Ainda assim, a maior parte dos investimentos foi direcionada para tratos culturais e para o plantio de cana. Segundo a companhia, os aumentos registrados nessas categorias refletem, principalmente, acréscimo nos custos atrelados à inflação, como mão de obra e diesel.

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Hedge de açúcar

Em 31 de março de 2016, o hedge para safra 2016/17 somava 767.067 toneladas ao preço médio de 14,42 centavos de dólar por libra-peso. Segundo a São Martinho, esse volume representa, aproximadamente, 69% de hedge referente a cana própria e 54% do total.

O diretor financeiro e de relações com investidores do Grupo São Martinho, Felipe Vicchiato, afirmou em teleconferência com analistas e investidores que, por ora, a companhia ainda não fixou nenhum preço do açúcar a ser vendido na safra 2017/18, uma vez que autorização dada pelo conselho para essa operação foi dada somente ontem.

“Na data de hoje não fixei nada, mas o preço está em R$ 1.500 a R$ 1.600 por tonelada”, informou, conforme divulgado pela Agência Estado.

Renata Bossle – NovaCana

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