Pouco após o início da safra 2023/24, o grupo Clealco anunciou uma emissão de debêntures que abriu caminho para o fim da recuperação judicial da companhia. A movimentação, entretanto, teve início no ciclo anterior, que foi marcado por outros desafios – entre eles, o início do processo administrativo que levou ao cancelamento da autorização da unidade Penápolis, formalizado hoje, 18.
No período, a sucroenergética registrou uma moagem de 6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 25% em comparação com a safra 2021/22. Segundo a Clealco, o resultado foi possível devido ao clima chuvoso, que beneficiou o rendimento agrícola.
“O incremento reflete a renovação dos canaviais, iniciada a partir de 2019, aproximadamente 60 mil hectares de cana plantada entre áreas próprias e ações de fomento junto a fornecedores, além dos investimentos em tratos culturais, conforme as melhores práticas de manejo operacional”, completa a companhia em sua divulgação de resultados.
Segundo a sucroenergética, 66% desta matéria-prima foi direcionada para a produção de açúcar VHP, proporcionando a fabricação de 508 mil toneladas (+17,3%). Além disso, o grupo produziu 166,3 milhões de litros de etanol hidratado (+25,5%).
Ainda assim, o lucro líquido da Clealco caiu 90,9% durante a safra, para R$ 30,35 milhões. Apesar da retração, o valor representa a terceira temporada consecutiva de resultados no azul após sete anos de prejuízos.
Confira os resultados da Clealco no texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana):
- Evolução do lucro
- Resultado bruto
- Relação entre receitas e custos
- Desempenho financeiro
- Perfil da dívida
- Histórico da recuperação judicial
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