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ANP autoriza construção de usina de etanol no Brasil

usina construcao 090914Há muito se fala da necessidade de novas usinas de etanol no Brasil. Em fevereiro deste ano, segundo a ANP, haviam oito pedidos aguardando análise. Contudo, as autorizações para construção são raras e muitas desistiram dos projetos em face a crise do mercado. Hoje, porém, a a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostrou que a maré pode mudar e uma empresa conseguiu o aval da autarquia para iniciar as obras

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Há muito se fala da necessidade de novas usinas de etanol no Brasil. Em fevereiro deste ano, segundo a ANP, haviam oito pedidos aguardando análise. Contudo, as autorizações para construção são raras e muitas desistiram dos projetos em face a crise do mercado. Hoje, porém, a a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostrou que a maré pode mudar e uma empresa conseguiu o aval da autarquia para iniciar as obras.

O NovaCana descobriu diversos detalhes do projeto da usina com previsão de moagem inicial de 1,4 milhão de toneladas e produção de 120 milhões de litro de etanol:

- A empresa por trás do investimento

- A experiência dos empresários no setor

- Os executivos envolvidos

- O processo de construção incomum

- Detalhes do plano para esta nova usina no Centro-Sul do Brasil

Há muito se fala da necessidade de novas usinas de etanol no Brasil. Em fevereiro deste ano, segundo a ANP, haviam oito pedidos aguardando análise. Contudo, as autorizações para construção são raras e muitas desistiram dos projetos em face a crise do mercado. Hoje, porém, a a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostrou que a maré pode mudar e uma empresa conseguiu o aval da autarquia para iniciar as obras.

Trata-se do projeto da Usina Orbi Bioenergia, da Cern - Campania Energia Renovável, em Paranaíba (MS). A unidade teve sua autorização para construção publicada hoje (27) em Diário Oficial. Segundo o documento, a capacidade diária da usina é para a produção de 580 mil litros de etanol hidratado por dia, além de 310 mil litros de anidro. Considerando uma safra de 180 dias, isso significaria uma produção máxima de 104,4 milhões de litros de hidratado e 55,8 milhões de litros de anidro – um total de 160,2 milhões de litros de etanol.

Até o momento, não foi divulgado um cronograma oficial das obras, mas o NovaCana obteve detalhes do projeto original da empresa.

Projeto inicial data de 2011

A Orbi Bioenergia não é exatamente uma novidade. A companhia, controlada pela Orbi Química e pela Origin Investimentos e Negócios, já administrou a Usina Vila Boa, em Vila Boa (GO), atualmente em recuperação judicial.

Além disso, o primeiro anúncio da usina em Paranaíba foi realizado em 2011. Na ocasião, a empresa previa um investimento de R$ 103 milhões para uma unidade com capacidade de moagem de três milhões de toneladas e o início das atividades em 2013.

Essa divulgação, realizada em diversos jornais locais, foi posteriormente acompanhada de um diagnóstico ambiental encaminhado ao governo do Mato Grosso do Sul. No documento, a previsão é de uma moagem inicial de 1,4 milhão de toneladas com produção de 120 milhões de litro de etanol.

Para o parque industrial, segundo ata de audiência pública realizada no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), seriam utilizados equipamentos adquiridos de uma usina de São Paulo.

Na safra seguinte, que seria a de 2014/15, a capacidade de moagem seria ampliada em 1,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, atingindo uma estrutura total com capacidade para 2,4 milhões de toneladas.

As expectativas iniciais ainda incluíam a instalação de equipamentos para fabricação de açúcar em 2015/16, com capacidade de produção de 10 mil sacas de 50 kg por dia. Na safra seguinte, por sua vez, seria instalada a unidade de cogeração, com capacidade de comercializar 30 MWh ou 144 GW por safra.

Contratempos diversos

Em 2013, a usina voltou à tona. Segundo publicado pelo Jornal Tribuna Livre, de Paranaíba, a estimativa é que as obras durassem 14 meses. De acordo com o noticiado, o proprietário da Orbi Bioenergia, Carlos Alberto Mauro, apenas aguardava a liberação de um financiamento junto ao Fundo de Assistência ao Trabalhador (FAT) no valor de R$ 30 milhões.

Conforme Mauro, o projeto contaria com o apoio do então governador André Puccinelli, que trabalharia para agilizar a liberação do crédito. Na ocasião, o político já enfrentava denúncias de coação eleitoral e, ainda em 2013, teve seu nome citado na Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, que investigou esquemas de corrupção em obras públicas.

Apesar dos contratempos, o projeto não foi totalmente engavetado. No ano passado, Mauro levou o projeto a uma reunião com o governador Reinaldo Azambuja. No encontro, segundo relatos, ele voltou a falar em investimentos de R$ 103 milhões. Além disso, seriam gerados 900 empregos quando a usina atingir a capacidade de moagem de três milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Renata Bossle – NovaCana

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