Antiga joint-venture entre Cargill e Copersucar adquiriu 4,55 milhões de toneladas e tomou a dianteira
Depois de 2020 ter sido um ano de recordes na produção e na exportação do açúcar brasileiro, o mercado encarou um 2021 ainda aquecido. Das 24,98 milhões de toneladas exportadas em porão de navio, conforme levantamento da agência marítima Williams, a Copersucar foi responsável por 11,4%, ou 2,83 milhões de toneladas.
Assim, não é à toa que a liderança do ranking das maiores compradoras de açúcar foi assumida pela Alvean, antiga joint-venture entre Cargill e Copersucar e que, agora, é controlada apenas pela segunda. A trading adquiriu 4,55 milhões de toneladas de açúcar, o equivalente a 18,2% do total – mesmo assim, o volume representa queda de 5,3% ante as 4,8 milhões de toneladas vistas no ano anterior.
Já a Wilmar, que liderou a lista de 2020, viu uma retração de 33,8% no volume de açúcar negociado. No ano passado, a empresa comprou 3,62 milhões de toneladas, enquanto em 2020 foram adquiridas 5,48 milhões de toneladas.
Em terceiro ficou a Sudcen, que ampliou suas negociações em 4%, totalizando 3,36 milhões de toneladas. A empresa ganhou uma posição ante a Louis Dreyfus, que registrou queda de 31,5% no volume comprado e agora aparece na quarta colocação. A empresa francesa comercializou 2,64 milhões de toneladas em 2021 contra 3,86 milhões de toneladas em 2020.
A Nolis se manteve em quinto lugar. Com um aumento anual de 38,8%, a empresa negociou 1,73 milhão de toneladas.
Confira na versão completa, exclusiva aos assinantes NovaCana:
- Histórico das cinco maiores compradoras entre 2014 e 2021
- Ranking com as 20 maiores compradoras de açúcar brasileiro em 2021
- Histórico de envios de açúcar pelo Brasil e principais países de destino
- Volume exportado por porto
Depois de 2020 ter sido um ano de recordes na produção e na exportação do açúcar brasileiro, o mercado encarou um 2021 ainda aquecido. Das 24,98 milhões de toneladas exportadas em porão de navio, conforme levantamento da agência marítima Williams, a Copersucar foi responsável por 11,4%, ou 2,83 milhões de toneladas.
Assim, não é à toa que a liderança do ranking das maiores compradoras de açúcar foi assumida pela Alvean, antiga joint-venture entre Cargill e Copersucar e que, agora, é controlada apenas pela segunda. A trading adquiriu 4,55 milhões de toneladas de açúcar, o equivalente a 18,2% do total – mesmo assim, o volume representa queda de 5,3% ante as 4,8 milhões de toneladas vistas no ano anterior.
Já a Wilmar, que liderou a lista de 2020, viu uma retração de 33,8% no volume de açúcar negociado. No ano passado, a empresa comprou 3,62 milhões de toneladas, enquanto em 2020 foram adquiridas 5,48 milhões de toneladas.
Em terceiro ficou a Sudcen, que ampliou suas negociações em 4%, totalizando 3,36 milhões de toneladas. A empresa ganhou uma posição ante a Louis Dreyfus, que registrou queda de 31,5% no volume comprado e agora aparece na quarta colocação. A empresa francesa comercializou 2,64 milhões de toneladas em 2021 contra 3,86 milhões de toneladas em 2020.
A Nolis se manteve em quinto lugar. Com um aumento anual de 38,8%, a empresa negociou 1,73 milhão de toneladas.

Mesmo com quedas e aumentos, o ranqueamento das cinco maiores compradoras de açúcar se manteve o mesmo entre 2020 e 2021. Estas empresas foram responsáveis por negociar 63,8% do volume total de adoçante nacional exportado no último ano, cerca de 24,98 milhões de toneladas.
Depois da Nolis, a Cofco ocupa a sexta posição da lista, com 1,05 milhão de toneladas adquiridas, volume 17% maior ante as 901,98 mil toneladas de 2020. Em seguida, a ED&F Man registrou queda de 11% na comparação anual, com 873,98 mil toneladas compradas, mas ainda assim permaneceu na sétima posição.
As 20 maiores compradoras de açúcar
Entre as 20 maiores compradoras de açúcar, 12 empresas conseguiram aumentar o volume de adoçante adquirido. Em 2021, quatro companhias entraram no ranking, apresentando também os maiores acréscimos no montante negociado entre 2020 e 2021.
Com uma ampliação que superou 1.000%, a Viterra (antiga Glencore) foi um dos destaques. Em 2021, ela comprou 518,45 mil toneladas, subindo para o 13º lugar na lista. No ano anterior, a companhia negociou 26,47 mil toneladas e não ficou entre as vinte maiores. Entretanto, somando com o total que deixou a Glencore em 19º lugar da lista no ano anterior, a companhia havia negociado 239,31 mil toneladas em 2020.
A Raízen aparece em seguida, tendo aumentado o volume comercializado em quase 300% entre os dois últimos anos. A empresa contabilizou 666,25 mil toneladas de açúcar adquiridas em 2021, ante as 166,70 mil toneladas do período anterior.

Com 353,63 mil toneladas, a Tate & Lyle aumentou o volume de adoçante negociado em 199%. Já a Agrocorp apresentou um acréscimo de 68,6%, com 185,95 mil toneladas adquiridas.
Dessa forma, saíram do ranking as empresas Lexden (-82,5%) e Midstar (-75,2%), além da Glencore, que deixou de atuar com este nome.
Ao todo, 37 empresas comercializaram o açúcar produzido no Brasil com o mercado internacional. A quantia é a mesma do ano anterior, diferenciando-se apenas de 2019, quando apenas 33 companhias compraram o adoçante.
Entre os dois últimos anos, ainda segundo os números da agência marítima, houve uma queda de 8,7% no volume total da commodity exportada via porão de navio: foram 24,98 milhões de toneladas em 2021 ante 27,37 milhões de toneladas no período anterior.

Entretanto, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, em 2021, 27,25 milhões de toneladas foram despachadas para outros países, o que representaria uma queda de 11% no comparativo anual.
A divergência dos volumes se justifica pelas metodologias distintas usadas pelas duas entidades para contabilizar a saída do açúcar. A Williams contabiliza apenas a exportação via porão de navio, considerando valores declarados nos portos.
Relações comerciais
As tradings listadas são responsáveis por negociar e vender o açúcar produzido por indústrias brasileiras. No caso da Alvean, líder do ranking em 2021, a Copersucar, foi a principal originadora do produto comprado, 1,15 milhão de toneladas. A sucroenergética é proprietária da trading, que era uma joint-venture com a Cargill, mas que agora pertence apenas à Copersucar.
Este foi o maior volume comercializado pela trading, que também adquiriu açúcar da Cofco (259,37 mil t), da Santa Terezinha (256,27 mil t) e da Raízen (202,52 mil t).
Ao todo, a Alvean comprou adoçante de 80 sucroenergéticas. O principal destino foi a China, com 1,18 milhão de toneladas enviadas; seguido por Arábia Saudita, com 789,66 mil toneladas. Por meio da Alvean, o açúcar brasileiro viajou para 22 países.
Já a Wilmar adquiriu a commodity de mais de 90 sucroenergéticas. A principal foi a Raízen, com quem tinha uma parceria, com 535,17 mil toneladas. Logo em seguida ficaram a São Martinho, que vendeu 463,87 mil toneladas para a trading, e a Copersucar, que comercializou 301,62 mil toneladas.
A China foi o principal destino, com 765,78 mil toneladas. Mas a trading também enviou o adoçante para outras 26 nações.
A terceira maior compradora, Sudcen, adquiriu a maior quantidade de açúcar a partir da sua própria empresa, totalizando 542,5 mil toneladas. A companhia também negociou com São Martinho, Raízen, Coruripe e mais de 80 outras sucroenergéticas. Pela Sudcen, o açúcar brasileiro viajou para 24 países, como Nigéria (772,65 mil t), China (494,62 mil t) e Rússia (364,70 mil t).





Em quarto lugar, a Louis Dreyfus comprou principalmente da Alto Alegre (336,597 mil t) e da Biosev (224,34 mil t). Além disso, também adquiriu de outras empresas do setor, como Santa Terezinha, Adecoagro, Tereos e de sua própria empresa.
A Louis Dreyfus enviou o açúcar brasileiro para 23 países, sobretudo China, Arábia Saudita, Bangladesh e Rússia.
Por fim, a Nolis, quinta maior compradora de açúcar em 2021, negociou o produto sobretudo com a Copersucar, totalizando 331,41 mil toneladas. Mas os negócios ainda envolveram outras 70 sucroenergéticas, como Raízen, Santa Terezinha, Alto Alegre, Cznarnikow e Cofco.
A maior parte do adoçante adquirido pela Nolis foi enviado apenas para a Argélia, com 1,71 milhão de toneladas. As 22,45 mil toneladas restantes não tiveram seu destino divulgado pela empresa.
Destinos do açúcar brasileiro e principais portos de embarque
Pelo segundo ano consecutivo, a China foi o principal destino do açúcar brasileiro, somando 4,5 milhões de toneladas enviadas. Ainda assim, o montante representa uma queda de 2,1% no total anual despachado ao país asiático. Entre 2019 e 2020, o volume do adoçante brasileiro enviado a China havia aumentado em mais de 500%.
A Argélia aparece novamente em segundo lugar, com 2,42 milhões de toneladas, registrando aumento de 1,6% ante as 2,39 milhões de toneladas vistas em 2020.
Em seguida, a Nigéria comprou 1,85 milhão de toneladas de açúcar em 2021. O volume é 5,2% maior do que o negociado no ano anterior. Bangladesh, Malásia e Arábia Saudita adquiriram 1,46 milhão, 1,4 milhão e 1,36 milhão, respectivamente.
Ao todo, seis países compraram mais de um milhão de toneladas do açúcar brasileiro, de um total de 50 nações. Assim como em 2020, Dacar foi a nação que recebeu a menor quantidade do adoçante, com 10 mil toneladas.

O açúcar brasileiro viajou a partir de oito portos. Santos (SP) concentrou a maior parte dos embarques, enviando 18,46 milhões de toneladas do adoçante, negociado por 30 compradores. O montante representa uma queda de 11,5% ante as 20,87 milhões de toneladas vistas em 2020.
Em seguida, Paranaguá (PR) teve um aumento anual de 1,5%, tendo embarcado 4,89 milhões de toneladas do produto em 2021 ante 4,82 milhões de tonelada no período anterior. Os envios foram feitos a partir de 15 empresas.
Já Maceió despachou 1,09 milhão de toneladas, uma retração de 2,7% na comparação anual. Além disso, 297,95 mil e 154,44 mil toneladas, foram enviadas pelos portos de Recife (PE) e Suape (PE), respectivamente.

Outros embarques, somando 69,56 mil toneladas, foram feitos pelos portos de São Sebastião (SP), Barra dos Coqueiros (SE) e Natal (RN). Na série histórica iniciada em 2011, esta é a primeira vez que o porto sergipano faz envios de açúcar, enquanto os outros dois contaram com envios feitos em 2020.
Giully Regina – NovaCana