As companhias sucroenergéticas do tradicional grupo Lincoln Junqueira tiveram uma safra amarga em 2014/15. As empresas que, juntas, haviam registrado um lucro de aproximadamente R$ 93 milhões na temporada 2013/14, mergulharam no vermelho
As companhias sucroenergéticas Usina Alta Mogiana e Usina Alto Alegre, controladas pelo tradicional grupo Lincoln Junqueira, tiveram uma safra amarga em 2014/15. As empresas que, juntas, haviam registrado um lucro de aproximadamente R$ 93 milhões na temporada 2013/14, mergulharam no vermelho.
No exercício que contabiliza o período encerrado em 30 de abril, as cinco usinas – quatro sob o guarda-chuva da Alto Alegre e uma da Alta Mogiana – somaram R$ 157 milhões de prejuízo.
Na temporada em que a moagem do grupo foi estimada em 14,9 milhões de toneladas de cana, a receita líquida das duas unidades de negócio atingiu R$ 1,942 bilhão, enquanto a dívida combinada chegou a R$ 2,765 bilhões.
Já a previsão de moagem no ciclo em andamento é de 15,6 milhões de toneladas de cana.
Confira a seguir os detalhes do resultado.
As companhias sucroenergéticas Usina Alta Mogiana e Usina Alto Alegre, controladas pelo tradicional grupo Lincoln Junqueira, tiveram uma safra amarga em 2014/15. As empresas que, juntas, haviam registrado um lucro de aproximadamente R$ 93 milhões na temporada 2013/14, mergulharam no vermelho.
No exercício que contabiliza o período encerrado em 30 de abril, as cinco usinas – quatro sob o guarda-chuva da Alto Alegre e uma da Alta Mogiana – somaram R$ 157 milhões de prejuízo.
Na temporada em que a moagem do grupo foi estimada em 14,9 milhões de toneladas de cana, a receita líquida das duas unidades de negócio atingiu R$ 1,942 bilhão, enquanto a dívida combinada chegou a R$ 2,765 bilhões.
Já a previsão de moagem no ciclo em andamento é de 15,6 milhões de toneladas de cana.
As demonstrações financeiras da duas sucroenergéticas do grupo Lincoln Junqueira foram disponibilizadas no último sábado (22).
Alto Alegre: endividamento atingiu R$ 1,7 bilhão
A Usina Alto Alegre que concentra a maioria das unidades do grupo, registrou um prejuízo líquido de R$ 105,2 milhões. A perda na safra 2014/15 apresenta um brusco contraste em relação ao exercício anterior (2013/14), quando houve lucro de R$ 54,2 milhões.
A Alto Alegre corresponde ao cluster de quatro usinas, três delas situadas no norte do Paraná – unidades Junqueira, Santo Inácio e Florestópolis – e uma no oeste do estado de São Paulo, em Presidente Prudente.
A receita da companhia permaneceu praticamente estável, em R$ 1,293 bilhão, enquanto o custo dos produtos vendidos teve alta de 3,2%, para R$ 960 milhões. Já o lucro bruto foi 8,6% menor, de R$ 337,2 milhões, em comparação ao obtido na temporada anterior.
O lucro operacional, antes dos resultados financeiros e impostos, também caiu, passando de R$ 214,1milhões para R$ 180,9 milhões, variação negativa em 15,5%.
As despesas financeiras da empresa saltaram 48% no período, passando de R$ 779 milhões para R$ 1,151 bilhão. Embora as receitas financeiras também tenham avançado, para R$ 345 milhões (quase o triplo do anterior), não foram suficientes para neutralizar o resultado financeiro ruim, negativo em R$ 164 milhões.
O endividamento com empréstimos e financiamento cresceu 24% em relação à safra 2013/14 e atingiu R$ 1,784 bilhão. Desse total, R$ 433,5 milhões estão no curto prazo.
Alta Mogiana: desempenho operacional avançou 39%
Receita líquida de vendas caiu 4,4% para R$ 648,8 milhões, enquanto o preço dos produtos reduziu 7% para R$ 495,6 milhões. A economia na produção possibilitou um aumento do lucro bruto para R$ 160,4 milhões, alta de 7%.
Com redução nas despesas de vendas e estabilidade no custos administrativos, o lucro operacional da companhia teve substancial incremento, de 39%, e alcançou R$ 110,1 milhões. No entanto, a disparada do impacto financeiro – que saiu de R$ 19,8 milhões para R$ 188,9 milhões, ambos negativos – selou o prejuízo da companhia.
Assim, a usina saiu de um lucro líquido de R$ 38,7 milhões em 2013/14 para uma perda líquida de R$ 51,8 milhões no exercício finalizado em 30 de abril deste ano.
Já a dívida bancária sofreu uma piora de 26% e está distribuído entre R$ 220,3 milhões com vencimento no custo prazo e R$ 761 milhões no longo prazo.
Cogeração
O grupo pretende obter uma receita de R$ 190 milhões com a cogeração na safra atual. O valor viria da venda de 600 mil megawatts-hora de bioeletricidade, segundo apurou reportagem do jornal Valor Econômico.
Ainda conforme o Valor, a produtividade média esperada nas cinco térmicas de biomassa é de 39 quilowatts por tonelada (kW/ton) de cana processada, crescimento de 22% em relação aos 32 kW/ton registrados no ciclo 2013/14.
Na safra passada, R$ 659 milhões foram investidos na parte industrial e agrícola das duas companhias. Nesta temporada, o capex, limitado à manutenção, é estimado R$ 500 milhões.
NovaCana