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[Atualizado] Após prejuízo, Alcoeste tem lucro de R$ 9,5 milhões em 2018

Dívidas da companhia ultrapassaram a marca de R$ 400 milhões; valor é quase 6% superior ao visto um ano antes

NovaCana 4 min de leitura

Atualização (11/04, às 15h): O resultado líquido final da Alcoeste estava equivocado em uma primeira versão do texto. A companhia teve um resultado positivo em R$ 9,47 milhões e não um prejuízo, como divulgado anteriormente.

Após um 2017 complicado financeiramente para a Alcoeste, a companhia apresentou uma recuperação e registrou um lucro líquido de R$ 9,47 milhões no período de janeiro a dezembro de 2018. A usina, com sede em Fernandópolis (SP), havia amargado um prejuízo de R$ 50,42 milhões no ano anterior.

O resultado foi possível mesmo com uma redução de aproximadamente 8,5% na moagem, pois a Alcoeste apresentou melhoras em seu desempenho operacional.

A empresa, inclusive apresentou um lucro bruto de R$ 62,09 milhões. No ano anterior, o prejuízo da a companhia nessa fase foi de R$ 10,6 milhões.

Saiba mais:

- Gráficos com resultados da Alcoeste nos últimos cinco anos
- Histórico do resultado líquido e do lucro bruto
- Evolução da relação entre receitas e custos
- Perfil das dívidas da companhia – vencimentos em curto e longo prazo

Atualização (11/04, às 15h): O resultado líquido final da Alcoeste estava equivocado em uma primeira versão do texto. A companhia teve um resultado positivo em R$ 9,47 milhões e não um prejuízo, como divulgado anteriormente.

Após um 2017 complicado financeiramente para a Alcoeste, a companhia apresentou uma recuperação e registrou um lucro líquido de R$ 9,47 milhões no período de janeiro a dezembro de 2018. A usina, com sede em Fernandópolis (SP), havia amargado um prejuízo de R$ 50,42 milhões no ano anterior.

O resultado foi possível mesmo com uma redução de aproximadamente 8,5% na moagem. Durante entrevista ao Notícias Agrícolas em setembro de 2018, o diretor da Alcoeste, Luis Arakaki, já relatava uma perspectiva de queda na produção de cana, chegando a 1,8 milhão de toneladas.

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“Nós sempre tivemos a tradição de ter excedente [de cana-de-açúcar, para comercialização]. Este ano, nós estamos consumindo 100% da nossa cana; a safra está tendo uma quebra”, relatou o executivo. Na época, a expectativa era que a moagem se estendesse até meados de novembro.

Na mesma ocasião, Arakaki também comentou a paralisação da fábrica de açúcar da companhia em 2018/19 – as atividades da planta foram iniciadas apenas uma safra antes, em 2017/18.

De acordo com ele, por se tratar de uma estrutura anexa, a Alcoeste tem a flexibilidade de atuar apenas com etanol. “É o que nós estamos fazendo. A fábrica está parada e não produzimos nem um quilo de açúcar devido às péssimas condições comerciais do produto”, afirma.

Desempenho operacional

Com isso, a Alcoeste apresentou melhoras em suas operações em 2018, com um lucro bruto de R$ 62,09 milhões. No ano anterior, a companhia havia registrado prejuízo já em sua fase operacional.

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O novo resultado foi possível mesmo com uma queda de 22% na receita – que passou de R$ 260,85 milhões para R$ 203,50 milhões – porque a usina melhorou a relação entre a receita e os custos.

Em 2017, os custos com produção somaram R$ 238,26 milhões, o equivalente a 91,3% da receita. Considerando uma desvalorização de R$ 33,18 milhões no ativo biológico (cana em pé), o resultado foi um prejuízo bruto de R$ 10,59 milhões.

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No ano passado, entretanto, a relação entre receitas e custos caiu para 80,1%, ampliando a margem da Alcoeste. No período, a companhia ainda contou com uma valorização de R$ 21,67 milhões no ativo biológico, de modo que o lucro bruto ficou positivo em R$ 62,09 milhões.

Caso a desvalorização dos canaviais registrada em 2017 tivesse se repetido, entretanto, esse valor cairia para R$ 7,24 milhões. Ou seja, apesar da melhora, a margem operacional da companhia continua apertada.

Perfil das dívidas

Ao longo dos últimos anos, a Alcoeste tem registrado um aumento constante de suas dívidas. Em 31 de dezembro do ano passado, os débitos com empréstimos e financiamentos somavam R$ 409,56 milhões – 5,8% acima do valor registrado um ano antes e 65,8% a mais que ao final de 2015, o menor dos últimos cinco anos.

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Além disso, 47,34% deste total, o equivalente a R$ 131,6 milhões, tem vencimento previsto ao longo de 2019. O restante do endividamento com empréstimos e financiamentos somava R$ 277,96 milhões ao final de 2018.

Renata Bossle – NovaCana

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