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Alcoeste diminui endividamento, mas não escapa do prejuízo em 2015

alcoeste 300316Depois de ter registrado um lucro líquido de R$ 7,83 milhões em 2013, a destilaria Alcoeste não conseguiu mais ter resultados positivos

NovaCana 3 min de leitura

Depois de ter registrado um lucro líquido de R$ 7,83 milhões em 2013, a destilaria Alcoeste não conseguiu mais ter resultados positivos. Localizada em Fernandópolis (SP), a companhia sofreu em 2014 com um forte aumento de custos e uma queda no resultado financeiro líquido. Agora, mesmo com um acréscimo na receita bruta – que subiu 27% e trouxe uma mudança no perfil de vendas da companhia –, a Alcoeste continuou com prejuízo no exercício.

Veja a seguir os detalhes do último balanço, o resultado dos últimos quatro anos e a formação de receita da usina.

Depois de ter registrado um lucro líquido de R$ 7,83 milhões em 2013, a destilaria Alcoeste não conseguiu mais ter resultados positivos. Em seu balanço referente ao ano fiscal de 2015 (encerrado em 31 de dezembro), a companhia admitiu um prejuízo de R$ 7,77 milhões. Em 2014, o déficit havia sido de R$ 7,39 milhões.

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Localizada em Fernandópolis (SP), a companhia sofreu em 2014 com um forte aumento de custos e uma queda no resultado financeiro líquido. Agora, mesmo com um acréscimo na receita bruta – que subiu 27%, indo de R$ 189,12 milhões para R$ 240,42 milhões –, a companhia continuou com prejuízo no exercício.

Mas esse resultado não é inesperado. Afinal, na comparação com o ano anterior, a Alcoeste também captou menos dinheiro por meio de empréstimos e financiamentos (R$ 98,46 mi ante R$ 113,48 mi) e realizou uma amortização maior (R$ 90,90 mi ante R$ 72,92 mi).

Entre as captações realizadas pela companhia ao longo de 2015, destacam-se os R$ 35 milhões recebidos por meio da emissão de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) em novembro. Os recursos, conforme informado na ocasião pelo jornal Valor Econômico, tinham como destino a formação de capital de giro e tiveram um custo financeiro à empresa de CDI mais 2,5% ao ano.

Os papéis, emitidos pela securitizadora Ecoagro e distribuídos pela XP Investimentos, foram lastreados em CPRs (Cédula de Produto Rural) de venda de cana-de-açúcar e contam, ainda, com garantias como terras e contratos de venda de etanol. A operação foi estruturada pela consultoria financeira FG Agro, que também assessorou a usina no negócio.

Dessa forma, em 31 de dezembro, as dívidas da empresa somavam R$ 247,06 milhões, um valor 2,85% menor que os R$ 254,30 milhões registrados ao final de 2014. Do montante atual, R$ 108,27 milhões (43,8%) são empréstimos ou financiamentos com vencimento previsto ao longo de 2016, enquanto R$ 138,79 milhões (56,2%) têm prazo superior. Em 2014, essa relação era de 36,5% e 63,5%, respectivamente.

Para a formação da receita, a companhia apostou principalmente na venda de produtos no mercado interno, que arrecadou R$ 221,99 milhões – um acréscimo de 63% em relação aos R$ 136,12 milhões vistos em 2014. Em compensação, a venda de matéria-prima caiu 80,6%, indo de R$ 48,84 milhões para R$ 9,48 milhões em 2015.

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A usina possui capacidade de moagem de 1 milhão de toneladas por safra. O perfil da usina pode ser acessado aqui.

Renata Bossle – NovaCana

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