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Adecoagro volta a ter perspectiva estável para S&P, mas expansões podem demandar revisão

Preços da ureia e do etanol ficaram acima do esperado, dando suporte à rentabilidade da companhia, aponta a agência de classificação de risco


NovaCana - Publicado: 22 Jul 2026 - 10:01 | Atualizado: 22 Jul 2026 - 10:51

Mudanças no cenário permitiram que a Adecoagro saísse da lista de empresas com perspectiva negativa na avaliação da S&P Global Ratings e voltasse a ser considerada estável. A agência havia apontado risco de rebaixamento da multinacional agrícola em setembro de 2025, após aquisição da produtora argentina de ureia Profertil.

A alteração na perspectiva aconteceu antes do anúncio de aquisição da usina Caarapó, localizada no município sul-mato-grossense homônimo, por R$ 760 milhões. Conforme novo relatório, visto pela Globo Rural, a compra da unidade não deve alterar a visão da agência.

“Esperamos que a integração da usina ao cluster regional existente da Adecoagro possibilite sinergias operacionais potenciais, particularmente em logística e disponibilidade de cana”, disseram os analistas.

Ao final de junho, um texto assinado por Matheus Cortes e Flávia Bedran justificava a mudança: “Preços de ureia e etanol acima do esperado acelerarão a desalavancagem da Adecoagro, com dívida ajustada sobre Ebitda [lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização] caindo para 2,4 vezes em 2026/27, ante 4,4 vezes (ou 3,1 vezes em uma base pro forma) em 2025/26”.

Além disso, o documento aponta que o rating soberano da Argentina foi recentemente elevado, o que reduziria a pressão sobre a qualidade de crédito da empresa, apesar do aumento da exposição ao país com a aquisição da Profertil. A S&P ainda reforça que manteve os ratings de crédito BB-, já atribuídos à companhia.

“A perspectiva estável reflete nossa expectativa de que a Adecoagro controle a alavancagem e mantenha uma abordagem prudente com relação a distribuição aos acionistas, investimentos e potenciais fusões e aquisições, ao mesmo tempo que se beneficia de seu modelo de negócios e presença geográfica diversificados”, complementa.

Leia mais na reportagem completa (acesso exclusivo para assinantes):

- Perspectivas revisadas
- Premissas para o mercado sucroenergético
- Risco da exposição à Argentina
- Consequências de uma eventual expansão
- Possibilidade de rebaixamento (ou de elevação)


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