Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram nesta sexta-feira, ampliando perdas frente à máxima de dois meses e meio registrada no início desta semana.
O contrato julho do açúcar bruto fechou em queda de 0,15 centavo de dólar, ou 0,9%, a 16,96 centavos de dólar por libra-peso. O mercado havia atingido uma máxima de dois meses e meio na quarta-feira, a 18,25 centavos.
O mercado cedeu mais de 4% na quinta-feira, pressionado por movimentos de realização de lucros por especuladores e pela aversão a risco nos mercados financeiros de forma geral.

A situação do coronavírus na Índia também vem sendo um fator baixista, com medidas de lockdowns afetando o consumo no país.
“Há muito açúcar branco disponível na Índia, e Londres (onde o açúcar branco é negociado) tem sido o mercado mais fraco até o momento”, disse Jack Scoville, do Price Futures Group.
Operadores afirmaram, no entanto, que os preços seguem apoiados por preocupações de que o tempo seco vá reduzir a produção no Brasil.
A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) pediu ao governo federal que a mistura obrigatória de etanol à gasolina no Brasil seja reduzida, citando ofertas apertadas.
O açúcar branco para agosto recuou 1,90 dólar, ou 0,4%, para 453,60 dólares a tonelada.
Marcelo Teixeira e Nigel Hunt