O contrato de açúcar bruto com vencimento em outubro subiu para uma máxima de mais de um ano, de 18,26 centavos de dólar por libra-peso
Os contratos futuros de açúcar bruto e branco na ICE atingiram máximas de mais de um ano nesta quinta-feira, 20, impulsionados pela preocupação de que o fortalecimento do fenômeno climático El Niño possa reduzir a produção global e pelas notícias de que a Índia autorizou a importação de açúcar isenta de impostos.
O contrato de açúcar bruto com vencimento em outubro subiu para uma máxima de mais de um ano, de 18,26 centavos de dólar por libra-peso, no início do pregão, recuando posteriormente para fechar com queda de 0,2%, a 17,55 centavos de dólar por libra-peso.
Os corretores observaram que os preços domésticos recordes na Índia levaram o segundo maior produtor mundial a permitir as importações.

O governo da Índia permitirá a importação isenta de impostos de 1 milhão de toneladas até 31 de outubro, na tentativa de reduzir os preços locais.
O analista de açúcar da StoneX, Marcelo Di Bonifacio Filho, disse que a seca na Europa forçará o bloco a também importar açúcar.
Ele argumenta que as operações de hedge realizadas pelas usinas brasileiras – aproveitando a alta repentina dos preços – surgiram no final do pregão, fazendo com que os preços fechassem em queda.
A produção brasileira de açúcar na safra 2026/27 deve cair 2,9%, para 42,9 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Por sua vez, o preço do açúcar branco subiu 1,8%, para US$ 552,20 a tonelada, após atingir seu maior valor desde março de 2025, com US$ 566,80 a tonelada.
Nigel Hunt e Marcelo Teixeira