Em 2014, 81 empresas do setor de açúcar e etanol se destacaram e conseguiram se posicionar entre as maiores do Brasil
Em 2014, 81 empresas do setor de açúcar e etanol se destacaram e conseguiram se posicionar entre as maiores do Brasil. O setor movimenta a cada safra entre US$ 40 e US$ 50 bilhões, cerca de 50% do faturamento anual está na mão destas usinas e grupos classificados entre as 1000 maiores companhias do país. Juntas, as empresas ranqueadas registraram uma receita de US$ 23,9 bilhões no ano passado.
O ranking avalia as empresas por diversos ângulos da excelência empresarial (Rentabilidade do patrimônio, Liquidez Corrente, Riqueza Criada por Empregado, Crescimento de Vendas e Liderança de Mercado), pelos quais são escolhidas as melhores empresas brasileiras.
O NovaCana apresenta a seguir uma compilação com a lista completa destas 81 companhias junto com 26 indicadores financeiros de cada uma delas. O ranking completo está disponível abaixo e a planilha interativa com todos os indicadores está acessível aqui (exclusivo assinantes).
Diversos gráficos e infográficos complementam o texto com os destaques revelados por esta compilação.
Em 2014, 81 empresas do setor de açúcar e etanol se destacaram e conseguiram se posicionar entre as maiores do Brasil. O setor movimenta a cada safra entre US$ 40 e US$ 50 bilhões, cerca de 50% do faturamento anual está na mão destas usinas e grupos classificados entre as 1000 maiores companhias do país. Juntas, as empresas ranqueadas registraram uma receita de US$ 23,9 bilhões no ano passado.
A lista das “Maiores e Melhores” empresas do Brasil, foi elaborada pela Revista Exame em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). O NovaCana selecionou as informações do setor sucroenergético e compilou uma base de dados inédita a performance obtida nos negócios durante 2014. O portal foi além e completou o levantamento com a performance das empresas ano a ano, desde 2009.

Uma ressalva importante sobre a listagem é que a metodologia utilizada pela revista Exame e a Ficafi não é ideal para avaliar um setor como o sucroenergético (veja detalhes sobre a metodologia ao final do abaixo). Em razão disto, a lista possui algumas ausências e inconsistências marcantes*.
Em relação à 2013, a lista das “maiores e melhores” sucroenergéticas apresentou elevação de 10% nas vendas líquidas, ante US$ 21,7 bilhões. O número de empresas listadas foi elevado, de 73 para 81, ao passo que a receita média teve sutil retração partindo de US$ 297,5 milhões por empresa, para US$ 295,3 milhões.
O pódio das maiores receitas líquidas é ocupado, assim como na edição anterior, por três pesos-pesados do setor: Copersucar, Raízen e Biosev.
Como não há uma padronização das fontes, algumas empresas são listadas por grupo econômicos – o que concentra os resultados – enquanto outras são diferenciadas com dois ou mais cadastros de pessoa jurídica. Este é o caso das três companhias campeãs, que aparecem na lista mais de uma vez.
Somados os resultados dos quatro cadastros relacionados à joint venture formada por Shell e Cosan: Raízen Energia (US$ 2,07 bilhões) mais as unidades listadas individualmente, Raízen Tarumã (US$ 711,4 milhões), Cosan Caarapó (US$ 106,7 milhões) e Raízen Araraquara (US$ 96,1 milhões) a receita da companhia foi de US$ 3,3 bilhões no ano passado. O crescimento combinado entre anos foi de 6,2%.
Listada como Copersucar Cooperativa (US$ 3,8 bilhões) e Copersucar (US$ 2,1 bilhões), a maior comercializadora de açúcar e etanol do Brasil, que possui 47 usinas sócias, acumulou uma receita de US$ 5,96 bilhões, valor 6,4% maior do que o resultado de 2013.
Juntas a Biosev (US$ 605 milhões), controladora de doze usinas no país, e a Biosev Bioenergia (US$ 765,4 milhões), que responde pela administração de cinco usinas do polo industrial de Ribeirão Preto, faturaram US$ 1,37 bilhão, o que representa queda de 6,8% ante o resultado de 2012.
Mesmo para as companhias que tem o real como moeda funcional, todos os indicadores são expressos em dólares de abril de 2015, quando a média do câmbio pago pela moeda norte-americana foi de R$ 3,04. O câmbio deste período também reflete em alterações sobre os dados de anos anteriores.





As maiores reduções de receita
Entre as 81 empresas ranqueadas, 26 registraram queda no valor líquido das vendas. O maior encolhimento foi o da Petrobras Biocombustível, com participação acionária em nove usinas de etanol, que computou um resultado 29,6% menor, de US$ 214,3 milhões.
Outra redução significativa foi da mineira Bioenergética Vale do Paracatu, da Bevap Bioenergia, que registrou vendas 20,7% menores, para US$ 92,8 milhões. A Biosev, apesar de se manter entre as maiores receitas, viu suas vendas reduzirem 18,5%, para US$ 605 milhões.
Tabela interativa com todos os 26 indicadores
Os dados financeiros completos de 2009 a 2014 estão disponíveis na plataforma de dados estatísticos, com 26 indicadores financeiros de cada empresa.
NovaCana
* Como exemplos dos problemas gerados pela metodologia utilizada, temos empresas de grande porte que aparecem mais de uma vez, como a Raízen e Copersucar, seja por indicar que se trata de CNPJ diferentes ou por terem o balanço financeiro divulgado de forma desagrupada. Também temos a ausência da Odebrecht Agroindustrial agrupada, constando a Brenco e outras unidades separadas. A São Martinho é outra ausência notável, assim como a Bunge, que não divulga seus resultados detalhados pelo setor de açúcar e etanol.

Metodologia
Para chegar ao resultado, a pesquisa encomendada pela Revista Exame checou e analisou os balanços de 3 mil empresas e 80 mil indicadores financeiros. O trabalho foi realizado sob a coordenação dos professores Nelson Carvalho e Ariovaldo dos Santos, da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).
A pesquisa é realizada todos os anos por uma equipe de 20 profissionais que selecionam as mil maiores empresas do Brasil, pelo critério do desempenho em vendas em dólares, excluídas as empresas do setor financeiro.
Conforma a publicação, o conjunto de dados compreende todas as demonstrações contábeis publicadas no Diário Oficial dos Estados até maio de 2015 e companhias limitadas que enviaram seus dados e responderam questionários.
Adicionalmente, a Revista Exame considerou as empresas de porte significativo e bem conhecidas no mercado que preferem não divulgar seus números. Nesse caso, os analistas da revista estimaram seu faturamento.