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8 usinas de etanol aguardam autorização para serem construídas e outras 8 querem ampliar

abengoa 161014Nos últimos cinco meses o número de pedidos para construção e ampliação aumentou significativamente. Desde que a ANP passou a regular o mercado de forma mais efetiva, com a resolução nº 14 de 2014, nunca estiveram em análise tantas solicitações para construção e ampliação de usinas de etanol no Brasil

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O setor sucroenergético está caminhando para uma retomada lenta e gradual. Um dos primeiros indicativos de que os investimentos começam a crescer apareceu nos pedidos recebidos pelo governo para construção de novas usinas e ampliação de capacidade.

De acordo com as solicitações protocoladas na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em cinco meses, de outubro à fevereiro de 2016, o número de pedidos mais que dobrou.

Desde que a ANP passou a regular o mercado de forma mais efetiva, com a resolução nº 14 de 2014, nunca estiveram em análise tantas solicitações para construção e ampliação de usinas de etanol no Brasil.

O NovaCana apresenta a seguir um resumo dos pedidos protocolados e aceitos pela ANP envolvendo as empresas do setor de etanol e o impacto que os investimentos trouxeram para a capacidade das usinas ao longo dos últimos dois anos.

O setor sucroenergético está caminhando para uma retomada lenta e gradual. Um dos primeiros indicativos de que os investimentos começam a crescer apareceu nos dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com as solicitações protocoladas na agência, existem 16 usinas interessadas em construir novas usinas de etanol ou ampliar a capacidade de produção.

Em outubro do ano passado, a agência possuía apenas seis dessas solicitações. Os novos números referem-se às solicitações realizadas até o final de fevereiro de 2016, ou seja, em cinco meses 10 novas solicitações chegaram para a agência.

Dentro dessas 16, oito referem-se a pedidos para construção de nova usina e oito para ampliação de unidades já instaladas.

Desde que a ANP passou a regular o mercado de forma mais efetiva, com a resolução nº 14 de 2014, nunca estiveram em análise tantos pedidos para construção e ampliação de usinas de etanol no Brasil.

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A agência não fornece o nome das companhias que pleiteiam novas ampliações ou plantas de etanol, nem o tamanho previsto para estas unidades.

Apesar da falta de informações sobre as empresas por trás dos pedidos, é possível observar a evolução da capacidade produtiva do setor sucroalcooleiro nacional oficialmente autorizada a funcionar.

De acordo com a ANP, o Brasil inicia o ano com uma capacidade autorizada para produzir 212,16 milhões de litros etanol hidratado ao dia (38,19 bilhões de litros por ano, considerando uma safra de 180 dias). Já a capacidade de anidro é de 114,13 milhões de litros/dia (20,54 bilhões de litros/ano).

Na comparação com fevereiro de 2014, dois anos atrás, o crescimento foi de 3,4% e 9,5%, para o etanol hidratado e anidro, respectivamente (veja gráfico).

Em relação a fevereiro de 2015, um ano antes, a ANP informou que o Brasil iniciava o ano com a capacidade 206,45 milhões de litros de etanol/dia para o etanol hidratado e 106,62 milhões de litros/dia para o anidro. O crescimento é de 5,7% e 7,51% respectivamente.

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Últimas autorizações

De outubro a fevereiro, quatro unidades receberam autorizações para operação com nova capacidade (veja relação abaixo).

O período ainda teve a notícia negativa de que a ANP revogou as autorizações outorgadas a duas empresas: em janeiro desse ano, a Unidade Icém, da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (grupo J. PESSOA - CBAA) teve a autorização para produzir etanol cancelada. A unidade do grupo CBAA, quando em funcionamento, apresentava uma capacidade de produção de 580 m³ de etanol/dia.

A outra unidade com a autorização revogada foi a Senhora da Glória, uma destilaria de álcool localizada no distrito de Senhora da Gloria em Santo Hipólito (MG). O cancelamento ocorreu em dezembro do ano passado.

Operando com nova capacidade

Sobre os despachos publicados no pela ANP até 29 de fevereiro desse ano, está o daUsina Eldorado da Odebrecht Agro, que recebeu em outubro autorização para produzir com a nova capacidade de 1,7 milhão de litros de etanol hidratado diários, um crescimento de 240% em relação a sua produção inicial (em 2013), que era de 500 mil litros. Além disso a unidade ganhou capacidade para produzir etanol anidro até o volume diário de 750 mil litros, um produto que não constava na autorização anterior.

Já a Usina Vale do Paraná, controlada pelo grupo guatemalteco Pantaleon recebeu a autorização para operar com uma produção de 1,07 milhão de litros de etanol hidratado por dia e mais 500 mil litros de etanol hidratado. Em 2013, data da autorização anterior, a capacidade de produção da usina se resumia a 750 mil litros de etanol hidratado.

À Usina Alto Alegre que, em 2015, tinha recebido autorização para uma ampliar a capacidade de produção de 700 mil litros de hidratado, para uma produção adicional de anidro no volume de 600 mil litros diários, foi concedida em janeiro desse ano a operação com o novo volume.

Também em janeiro foi autorizada a produção da Usina Nova Londrina, da Destilaria Melhoramentos SA. Agora a unidade poderá produzir até 420 mil litros de etanol hidratado por dia — um aumento de 31,3% em relação à capacidade anterior, de 320 mil litros. Por sua vez, a capacidade de produção de etanol anidro permanecerá estável em 120 mil litros diários.

Por Marina Gallucci – NovaCana

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