A medida consiste em juntar diversas ações em um único papel – no caso da Tereos, a proporção será de 50 por 1 – a fim de atingir o valor desejado, que é de R$ 20 a R$ 40 por ação
Após ser notificada pela BM&FBOVESPA a respeito do valor das ações negociadas no pregão, que estão abaixo do mínimo de R$ 1, a francesa Tereos – controladora da Guarani, com sete usinas no país – apresentou um plano na última sexta-feira (6) para reverter a situação.
Conheça a seguir os detalhes do plano e entenda a situação da Tereos na bolsa brasileira.
Após ser notificada pela BM&FBOVESPA a respeito do valor das ações negociadas no pregão, que estão abaixo do mínimo de R$ 1, a francesa Tereos – controladora da Guarani, com sete usinas no país – apresentou um plano na última sexta-feira (6) para reverter a situação.
Conforme orientação da própria Bovespa, a empresa deve realizar um grupamento de ações. A decisão será tomada em assembleia geral extraordinária a ser realizada no próximo dia 25. A medida consiste em juntar diversas ações em um único papel – no caso da Tereos, a proporção será de 50 por 1 – a fim de atingir o valor desejado.
Desde o início de outubro as ações da Tereos vêm se mantendo próximas à casa dos R$ 0,60 por papel. No entendimento da Bovespa, o preço almejado após o grupamento é de R$ 20 a R$ 40 por ação.
Após a medida, as atuais 817.720.079 ações existentes serão transformadas em 16.354.401 papéis que serão divididos entre os acionistas de maneira equivalente às parcelas anteriores de cada um. O capital social da empresa não sofrerá alterações, permanecendo em pouco mais de R$ 2,8 bilhões.
Como o número de ações será reduzido, pode ocorrer que alguns acionistas fiquem com uma fração de ação, o que também não é permitido pela bolsa. Para isso, a Tereos realizará doação de ações para que, cada acionista, tenha no mínimo uma ação. O estatuto social da empresa também será alterado para refletir o novo número de ações.
Além de se adequar ao patamar mínimo de preço, o procedimento também é necessário para diminuir a volatilidade das ações, ou seja, evitar que pequenas oscilações representem percentuais elevados dos títulos. Informações da Bovespa apontam que em três casos recentes de grupamento houve redução da volatilidade nos seis meses seguintes à medida.
A partir de agora, a Tereos tem um período de seis meses ou até a data da próxima assembleia geral para se enquadrar na regulamentação.
Entenda o caso
Em agosto de 2014 a BM&FBovespa alterou alguns itens do Manual do Emissor. Uma das mudanças mais significativas foi em relação às penny stocks – ações cotadas abaixo de R$ 1,00 –, que passaram a não ser mais permitidas nos pregões.
Empresas que mantivessem em negociação papéis abaixo do valor mínimo por 30 pregões consecutivos seriam notificadas pela bolsa e poderiam sofrer penalidades que vão desde a advertência até exclusão da negociação e cancelamento do ofício.
As novas regras passaram a valer na data de sua publicação para novas companhias, para as companhias já listadas – como a Tereos –, as medidas entraram em vigor apenas em agosto deste ano.
A Tereos emitiu um manual com informações sobre os procedimentos, papel dos acionistas, da empresa, das alterações no estatuto social e do cronograma de realização. Acesse-o aqui.
Jorge Mariano – NovaCana