Financeiro

Lucro ajustado da Raízen tem queda de 99,9% no 2º trimestre de 2022/23, para R$ 1,1 milhão

Desconsiderando ajustes realizados pela companhia, prejuízo líquido foi de R$ 933,5 milhões


Agência Estado - 11 nov 2022 - 09:22

A Raízen registrou um lucro ajustado de R$ 1,1 milhão no segundo trimestre da safra 2022/23, queda de 99,9% em relação aos R$ 1,07 bilhão apurados no mesmo período de 2021. Na leitura contábil, por sua vez, a empresa teve perdas líquidas de R$ 933,5 milhões, ante os R$ 730,6 milhões positivos apurados, sem ajustes, no segundo trimestre de 2021/22.

Em comunicado, a Raízen atribui o desempenho aos efeitos adversos nos estoques dos combustíveis no Brasil, que refletiram “queda consistente de preços de todos os produtos”.

Ainda segundo a Raízen, os resultados refletem o desempenho negativo “no resultado de outras receitas e despesas operacionais em decorrência do valor justo a mercado de ativos financeiros não alocados nos segmentos de negócio”.

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A receita líquida da Raízen subiu 31,5% na base anual, chegando a R$ 64,23 bilhões no trimestre encerrado em setembro.

Especificamente, as vendas de etanol no período cresceram 12,5% em relação a igual período da safra anterior, alcançando 1,45 bilhão de litros no trimestre – destes, 857,1 milhões de litros eram de fabricação própria, queda de 5%.

Observando um preço médio de R$ 3.511 (+2,3%), a receita líquida com a venda do biocombustível cresceu 25,6%, totalizando R$ 5,94 bilhões.

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Já a comercialização de açúcar totalizou 3,43 milhões de toneladas no trimestre, alta de 81,7% na comparação anual. Com um preço médio de R$ 2.178/t (+11,2%), isso representou uma receita líquida de R$ 7,58 bilhões (+58,9%).

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Na base de comparação anual, o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou positivo em R$ 2,757 bilhões, recuo de 14,1%, em valores ajustados.

O capex do trimestre no segmento de açúcar e renováveis totalizou R$ 1,52 bilhão no trimestre (alta de 71,3% ante 2021/22), com investimentos destinados principalmente para o plantio e trato da terra. Especificamente, os aportes em expansão totalizaram R$ 483,7 milhões, com R$ 271,5 milhões direcionados ao etanol de segunda geração (E2G).

“Este ano, iremos bater o recorde de plantio com aproximadamente 130 mil hectares de área sendo replantada. Adicionalmente, o aumento do capex decorre do efeito inflacionário nos preços de insumos agrícolas”, diz a companhia.

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Ao longo do trimestre, a Raízen processou 33 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, redução de 11,5% em relação ao volume processado no ano-safra anterior.

“Essa redução reflete os efeitos do clima em parte dos nossos canaviais resultando na menor disponibilidade de cana neste ano, que deverá ter uma moagem total em torno de 74 milhões de toneladas de cana ao final do período de moagem”, diz o comunicado.

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Segundo a companhia houve expansão da produtividade agrícola no trimestre com melhora na concentração de açúcar total recuperável (ATR) e do rendimento agrícola, em 2% e 11,6% respectivamente, compensando parcialmente a menor moagem.

Por sua vez, o mix de produção foi de 52% para o açúcar, ante 53% no segundo trimestre de 2021/22. Com isso, foram fabricadas 2,44 milhões de toneladas do adoçante (-11,1%) e 1,39 bilhão de litros de etanol (-9,7%).

Com informações adicionais NovaCana


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