NovaCana

Equipamentos da usina Alcana, da Infinity Bioenergy, estão disponíveis por R$ 19,35 mi

Leilão com desconto de 70% sobre o valor de avaliação da unidade segue até a próxima terça-feira (7)

NovaCana 4 min de leitura

Avaliada em R$ 64,5 milhões, a usina Alcana – parte da massa falida do grupo Infinity Bioenergy – está sendo leiloada por R$ 19,35 milhões, o que representa um desconto de 70%. A unidade, localizada em Nanuque (MG), tem capacidade para moer 1,5 milhão de toneladas de cana por safra.

O certame, que segue até as 14h da próxima terça-feira (7), já está em segundo pregão. No primeiro, encerrado em 17 de junho, a unidade foi ofertada por R$ 32 milhões. De acordo com o edital do leilão, a venda inclui os equipamentos industriais presentes no local e uma área de 48,4 hectares, dividida em lotes que estão hipotecados ou penhorados.

Caso não haja interessados, há ainda a possibilidade de um terceiro pregão, com finalização em 17 de julho. Neste caso, o valor mínimo para a compra da usina passa a ser de R$ 12,9 milhões.

Segundo comunicado da consultoria Datagro, que atua como assessora técnica, a Alcana está em um estado de conservação “compatível com seu tempo de paralização” e conta com boa flexibilidade operacional. A unidade teria capacidade para produzir, diariamente, 10 mil sacas de açúcar, 150 mil litros de etanol anidro e 450 mil litros de hidratado.

Leia mais sobre o leilão e a situação da unidade no texto completo (exclusivo para assinantes).

Avaliada em R$ 64,5 milhões, a usina Alcana – parte da massa falida do grupo Infinity Bioenergy – está sendo leiloada por R$ 19,35 milhões, o que representa um desconto de 70%. A unidade, localizada em Nanuque (MG), tem capacidade para moer 1,5 milhão de toneladas de cana por safra.

O certame, que segue até as 14h da próxima terça-feira (7), já está em segundo pregão. No primeiro, encerrado em 17 de junho, a unidade foi ofertada por R$ 32 milhões. De acordo com o edital do leilão, a venda inclui os equipamentos industriais presentes no local e uma área de 48,4 hectares, dividida em lotes que estão hipotecados ou penhorados.

Caso não haja interessados, há ainda a possibilidade de um terceiro pregão, com finalização em 17 de julho. Neste caso, o valor mínimo para a compra da usina passa a ser de R$ 12,9 milhões.

Segundo comunicado da consultoria Datagro, que atua como assessora técnica, a Alcana está em um estado de conservação “compatível com seu tempo de paralização” e conta com boa flexibilidade operacional. A unidade teria capacidade para produzir, diariamente, 10 mil sacas de açúcar, 150 mil litros de etanol anidro e 450 mil litros de hidratado.

Em novembro de 2018, a consultoria realizou uma avaliação na qual afirmou que a situação mecânica dos equipamentos “parece razoável”, embora tenham sido identificadas deteriorações em pinturas, tubulações e fiações. Além disso, alguns equipamentos acessórios estariam faltando, como bombas, cabos e tubulações.

Na ocasião, a estimativa era de que 85% dos equipamentos da usina estivessem no local. Conforme o documento, alguns itens enviados para manutenção não retornaram para a unidade por falta de pagamento.

“A unidade está com nível de infestação de mato bem elevado, o que dificulta bastante a visualização da situação da unidade”, observa. A Datagro ainda recomendou “atenção especial” às caldeiras, pois elas podem não ter sido hibernadas corretamente, o que colocaria em risco a capacidade operacional.

“Apesar das boas condições de conservação da unidade e de um relativo baixo volume de equipamentos que foram extraviados, uma eventual reativação depende de uma conjuntura econômica privilegiada que dificilmente vamos observar no curto prazo”, destaca a consultoria.

Em 2018, a estimativa da Datagro apontava a necessidade de um investimento de R$ 5 milhões para que a unidade voltasse a ser considerada em condições de operar. Além disso, também precisariam ser feito acordos com produtores locais para o fornecimento de cana-de-açúcar.

“A dinâmica regional agrícola não permite retomada no curto prazo, visto que os antigos canaviais foram destinados a outra unidade da região e outras áreas com aptidão agrícola foram convertidas em eucalipto, pastagem e outras culturas”, observa.

Em outubro do ano passado, a usina Alcana esteve disponível por R$ 45,15 milhões, mas não recebeu lances.

O grupo Infinity Bioenergy, que está falido desde 2017, controlava quatro usinas: duas em Minas Gerais e duas no Espírito Santo. A companhia passou por um processo que durou uma década entre o pedido de recuperação judicial e a falência decretada.

NovaCana

Compartilhar: