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Usinas

BSBios e governo do RS investem R$ 316 mi em nova usina de etanol à base de cereais


Agência Estado - 20 jun 2022 - 10:01 - Última atualização em: 20 jun 2022 - 14:02
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Protocolo de Intenções foi assinado pelo governador do Rio Grande do Sul e pelo presidente da BSBios

A BSBios, empresa brasileira produtora de biodiesel, assinou uma parceria com o governo do Rio Grande do Sul para construir uma unidade de produção de etanol à base de cereais e farelos em Passo Fundo. O acordo firmado hoje prevê a liberação, para a primeira fase do projeto, de um investimento de R$ 316 milhões, fruto de ações articuladas entre o governo do estado e a empresa.

Em ato de assinatura de protocolos, o presidente da BSBios, Erasmo Carlos Battistella, destacou o papel do Rio Grande do Sul como importador de etanol e os efeitos da nova unidade nessa cadeia. “99% do que nós produzimos vêm de outros Estados e, ao final desse projeto, nós vamos ser responsáveis pela produção de 23% da demanda do etanol gaúcho”, disse.

O começo da construção da usina está previsto para o segundo trimestre de 2023 e a planta deve iniciar as operações no segundo semestre de 2024. Segundo Battistella, a unidade será flex e poderá utilizar como base para a fabricação de etanol tanto o milho, quanto o arroz e o sorgo, entre outros insumos, mas a prioridade é o fomento de trigo e triticale na produção.

Na primeira fase da implementação, em 2024, a BSBios prevê que a unidade será capaz de processar 750 toneladas de cereais por dia. O volume tende a alcançar 1,5 mil toneladas por dia em 2027. Segundo a empresa, esses valores gerariam 111 milhões de litros de etanol, hidratado e anidro, na primeira etapa do processo e 220 milhões de litros na segunda. O projeto totaliza um investimento de R$ 556 milhões no período.

“O Rio Grande do Sul tem um imenso potencial para a produção de etanol, mas atualmente o estado produz menos de 1% de sua demanda interna. Iniciativas como a de hoje são essenciais para que esse espaço possa ser aproveitado”, reiterou o governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), em pronunciamento feito no evento de assinatura de protocolos.

Cultivares

A Biotrigo Genética, empresa líder de melhoramento genético de trigo na América Latina, será a responsável por fornecer as primeiras cultivares voltadas para o mercado de etanol. Segundo a empresa, elas foram desenvolvidas após sete anos de pesquisas visando a produção do biocombustível, com elevados níveis de amido e alta produtividade.

O anúncio foi feito no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS), durante a cerimônia de assinatura do protocolo de intenções entre o governo do estado do Rio Grande do Sul e a BSBios para viabilizar a construção da usina.

Segundo o diretor da Biotrigo, André Cunha Rosa, a parceria com a BSBios é um importante marco para a empresa, para a cultura do trigo e para o agronegócio brasileiro. Além disso, é um relevante avanço em sustentabilidade na cultura e no setor.

“Estamos abrindo mais um importante mercado para o trigo na região Sul do Brasil através deste trabalho conjunto com a BSBios, uma empresa sólida e especialista no que faz. A Biotrigo ganha mais um mercado para trigo, a BSBIOS ganha trigos aptos às suas necessidades e o produtor ganha excelentes cultivares a campo e mais uma oportunidade para vender sua produção”, afirmou.

Conforme Rosa, as cultivares de trigo licenciadas à BSBios são resultado de pesquisas desenvolvidas desde 2015 dentro do programa de melhoramento genético da Biotrigo, visando características importantes para a produção de etanol, como também para produção de DDG (sigla em inglês para grãos secos de destilaria), importante aliado da alimentação animal.

“Para a produção de etanol é essencial que as cultivares se destaquem pelo elevado PH, bons níveis de amido e alta produtividade. Já para a produção do DDG, coproduto do etanol, agregamos aos materiais uma melhor resistência genética à giberela em comparação a outras cultivares e, especialmente, a outros cereais de inverno”, complementa.

O presidente da BSBIOS, Erasmo Carlos Battistella, destacou que o novo mercado para o trigo vai ampliar as oportunidades para a cultura, proporcionando importantes ganhos para o agricultor. “A iniciativa vai representar um incremento na oferta de farelo para as cadeias produtivas de proteínas animais, além de promover investimento em desenvolvimento de tecnologia genética para produção de trigo específico para produção de etanol e de ser uma oportunidade viável de renda para o agricultor com o cultivo de cereais de inverno”, destacou.

As duas cultivares de trigo que serão desenvolvidas pela Biotrigo passarão pelo processo de multiplicação no próximo ano e chegarão ao produtor em 2024.

Gabriela Brumatti
Com informações adicionais das empresas e edição NovaCana


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