Usinas

Bahia deve inaugurar polo sucroenergético para competir com São Paulo

Primeira usina já está em construção e deve ser inaugurada em meados de 2021; governo baiano lançou PPPs para duplicar estradas e construir pontes na região


Exame - 20 nov 2020 - 07:35

Começa a sair do papel a ideia de criar um polo sucroenergético no oeste da Bahia, nas cidades de Barra, Xique-Xique e Muquém do São Francisco. O objetivo é tornar a Bahia autossuficiente na produção de etanol e açúcar. Hoje, a Bahia precisa adquirir 85% do etanol que utiliza de usinas instaladas em outros estados, principalmente em São Paulo.

O grupo Sergio Paranhos deve inaugurar a primeira usina do novo polo industrial. As obras estão avançadas. A estimativa é que a unidade comece a operar em meados do ano que vem. De acordo com o governo da Bahia, outra grande empresa do setor deve se instalar no local em breve. O polo deverá contar 11 unidades industriais até 2025.

“Além de levar desenvolvimento para a região, uma das mais pobres da Bahia, e gerar receita, o novo polo industrial deverá contribuir a pauta de exportações do estado”, diz João Leão, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico. A expectativa é que o novo polo industrial seja capaz de gerar 11% da receita do estado.

Para atrair os investimentos privados, o governo da Bahia ofereceu incentivos fiscais arrojados. As empresas só devem começar a pagar imposto a partir do décimo segundo ano de operações. Além disso, foram lançadas parcerias público-privadas para aprimorar a infraestrutura de transportes entre o oeste baiano e Salvador.

Uma das principais estradas está sendo duplicada e uma ponte sobre o Rio São Francisco, ligando Xique-Xique a Barra, deve ser inaugurada em outubro do ano que vem.

A Bahia tem um dos casos mais bem-sucedidos do Brasil de polos industriais que representam fontes de receita importantes.

Atualmente, o polo petroquímico e industrial de Camaçari, próximo a Salvador, é responsável por 20% da receita gerada no Estado. Criado há 42 anos, conta com 72 empresas que respondem, juntas, por um faturamento de 1,2 bilhão de reais por ano.

Carla Aranha


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