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Usina do grupo São Martinho deve entrar no RenovaBio com apenas 55% da produção

Apesar de ter maior capacidade na comparação com a Vale do Paraná, ganhos da usina Iracema com CBios devem ser 31,82% menores


novaCana.com - 15 jul 2019 - 14:28

A menos de seis meses do início da vigência da nova política de biocombustíveis, o RenovaBio, apenas duas usinas do setor sucroenergético iniciaram a consulta pública para o ingresso ao programa. A etapa é necessária para a obtenção do certificado de produção eficiente de biocombustíveis, que será utilizado para a emissão dos créditos de descarbonização (CBios). Estes títulos, por sua vez, serão comprados pelas distribuidoras de acordo com uma meta anual.

No início de junho, a usina Vale do Paraná, do grupo Pantaleon, se tornou a primeira usina de etanol a entrar em consulta pública. Os dados estão disponíveis até o dia 8 de agosto e, depois, com os devidos ajustes, serão enviados em sua versão final para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Agora, a unidade passou a ter companhia. No último dia 9, a usina Iracema, controlada pelo Grupo São Martinho e localizada em Iracemápolis (SP), teve seus documentos disponibilizados para consulta pública no site da firma inspetora Green Domus, firmando-se como a segunda sucroenergética a iniciar a certificação.

A consulta veio na sequência de uma reportagem publicada no início deste mês pela revista Exame, em que o grupo São Martinho afirmava ter a pretensão de certificar todas as suas quatro usinas até o fim do ano. “Agora precisamos correr para entregar toda a papelada e finalizar a certificação. São muitos documentos exigidos”, disse o presidente do grupo, Fábio Venturelli, à publicação.

A princípio, as notas de eficiência energético-ambiental da usina Iracema são de 66,6 gCO2eq/MJ para o etanol anidro e 66,3 gCO2eq/MJ para o hidratado.

Estes valores representam a quantidade de gás carbônico que deixa de ir para a atmosfera na produção dos biocombustíveis no comparativo com o combustível fóssil equivalente, a gasolina. Assim, suas notas indicam uma redução de 76% nas emissões. Porém, eles não representam a totalidade do etanol produzido pela usina.

Leia mais:

- Potencial de emissão de CBios da Iracema
- Estimativas de receita considerando diferentes cenários para os preços dos CBios
- A elegibilidade dos canaviais da Iracema para o RenovaBio
- As peculiaridades da nota da usina
- Um pequeno histórico das certificações até então

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