Agora foi a vez da agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixar as notas de crédito em moeda estrangeira e local emitidas pela USJ Açúcar e Álcool
Agora foi a vez da agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixar as notas de crédito em moeda estrangeira e local emitidas pela USJ Açúcar e Álcool. Assim como já havia acontecido durante essa semana, quando a Standard&Poors apontou o risco iminente de calote da companhia sucroalcooleira, a medida reflete a avaliação negativa da proposta feita pela USJ para troca dos bonds.
Os novos ratings da Ficth também colocam o calote como uma questão de tempo, e apontam o pouco potencial de recuperação da companhia.
Agora foi a vez da agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixar as notas de crédito em moeda estrangeira e local emitidas pela USJ Açúcar e Álcool. Assim como já havia acontecido durante essa semana, quando a Standard&Poors apontou o risco iminente de calote da companhia sucroalcooleira, a medida reflete avaliação negativa da proposta feita pelo grupo para troca de bonds.
Os novos ratings da Ficth também apontam que a inadimplência é uma questão de tempo. Além disso, indicam que o potencial de recuperação da companhia vai de ‘abaixo da média’ para ‘pobre’.
Liquidez
As principais preocupações relacionadas à liquidez da USJ não mudaram significativamente desde a última ação de rating. Quanto a esse ponto, pelas projeções da Fitch, o fluxo de caixa livre (FCF) da USJ deverá ficar em R$ 41 milhões negativos em 2016, tornando-se positivo apenas em 2017.
Segundo a agência de risco, a companhia reportou fluxo de caixa das operações (CFFO) de R$ 161 milhões, que cobriu R$ 137 milhões de investimentos e deixou o FCF positivo em R$ 23 milhões no período de 12 meses encerrado em 31 de dezembro de 2015.
Mas a posição de caixa se manteve no final de 2015, quando a companhia reportou R$ 52 milhões, que se comparava desfavoravelmente à dívida de curto prazo de R$ 333 milhões.
Classificação
A nova avaliação de notas de crédito da companhia foi para C (antes em CC) e o rating em escala nacional para C(bra) (antes em CC(bra)). A agência também rebaixou as notas seniores sem garantia de US$ 275 milhões para 2019 para C/RR4 de CC/RR4.
Pela metodologia da Fitch, a proposta de troca de bonds é considerada uma renegociação forçada de dívida (Distressed Debt Exchange - DDE).
De acordo com a metodologia da Fitch em relação a DDEs, os IDRs (Issuer Default Rating – Rating de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) da companhia e o seu rating nacional serão rebaixados para Inadimplência Restrita (RD) e RD(bra), respectivamente, assim que a oferta de troca for aprovada, ou se a companhia se tornar inadimplente em relação à amortizações/pagamentos de juros programados.
Após o IDR ser rebaixado para RD, poderá haver uma elevação para as categorias CC ou CCC, em consequência de melhoras na posição de liquidez da companhia.
Marina Gallucci – NovaCana