O NovaCana traz gráficos exclusivos dos resultados financeiros, industriais e agrícolas da Raízen. Moagem, mix de produção, vendas, receitas e lucro estão entre os aspectos observados.
A Raízen Energia, controlada pelo grupo Cosan, divulgou os resultados financeiros e de produtividade referentes ao 4º trimestre da safra 2017/18, período contabilizado de janeiro até 31 de março deste ano. Por se tratar do último trimestre do ciclo, foram divulgados também números gerais do período.
Segundo o documento da empresa, foram moídas 61,22 milhões de toneladas de cana na safra 2017/18, o equivalente a um crescimento de 3,2% em relação às 59,39 milhões de toneladas da safra 2016/17. Desse volume, pouco mais de 524 mil toneladas foram processadas entre janeiro e março de 2018.
Além disso, houve despesas pontuais em função da incorporação das usinas do grupo Tonon (Santa Cândida e Paraíso) ao portfólio da sucroalcooleira, em setembro de 2017. As unidades foram compradas por meio de um leilão, quando a Raízen fez uma oferta de R$ 823 milhões.
A seguir você confere os principais indicadores financeiros, industriais, agrícolas e de vendas divulgados pela Raízen Energia referentes ao 4º trimestre do ciclo 2017/18, além da progressão desses números ao longo dos últimos cinco anos, da safra 2013/14 até 2017/18.
- Produtividade
- Produção de etanol
- Produção de açúcar
- ATR
- Nível de mecanização
- Estoques de etanol
- Estoques de açúcar
- Diferenças no teor de açúcar ao longo do ano
- Cogeração: energia vendida, receita e preço médio
- Etanol: volume vendido, receita e preço médio
- Açúcar: volume vendido, receita e preço médio
- Receita operacional
- Composição das vendas
- Destino da produção ao longo da safra: mercado externo e interno
- Evolução financeira
A Raízen Energia, controlada pelo grupo Cosan, divulgou os resultados financeiros e de produtividade referentes ao 4º trimestre da safra 2017/18, período contabilizado de janeiro até 31 de março deste ano. Por se tratar do último trimestre do ciclo, foram divulgados também números gerais do período.
Segundo o documento da empresa, foram moídas 61,22 milhões de toneladas de cana na safra 2017/18, o equivalente a um crescimento de 3,2% em relação às 59,39 milhões de toneladas da safra 2016/17. Desse volume, pouco mais de 524 mil toneladas foram processadas entre janeiro e março de 2018.
Além disso, houve despesas pontuais em função da incorporação das usinas do grupo Tonon (Santa Cândida e Paraíso) ao portfólio da sucroalcooleira em setembro de 2017. As unidades foram compradas por meio de um leilão, quando a Raízen fez uma oferta de R$ 823 milhões.
A seguir você confere os principais indicadores financeiros, industriais, agrícolas e de vendas divulgados pela Raízen Energia referentes ao 4º trimestre do ciclo 2017/2018, além da progressão desses números ao longo dos últimos cinco anos, da safra 2013/14 até 2017/18.
É importante lembrar que, durante a entressafra do ano passado a empresa não produziu nem açúcar nem etanol, bem como também desacelerou as vendas. Nesse período, os esforços são tradicionalmente direcionados à manutenção do canavial, do maquinário e melhorias.
Indicadores financeiros
A partir dos valores divulgados pela Cosan, o lucro líquido da Raízen Energia no período de abril de 2017 a março de 2018 foi de R$ 504,53 milhões. Isso significa uma queda de 59,5% em comparação com o R$ 1,24 bilhão reportado no ano-safra 2016/17.
Entre os fatores que reduziram o faturamento da empresa neste ano estão a falta de chuva, que afetou a produtividade dos canaviais, e as vendas realizadas em dólares, por conta da valorização da moeda americana em relação ao real, especialmente no último trimestre.



Produção
Já o mix de produção da safra foi de 55% para o açúcar e 45% para o etanol – versus 57% a favor do açúcar e 43% para o renovável, em 2016/17. O resultado, segundo a Raízen, reflete uma constante análise da rentabilidade por produto.





Indicadores industriais e agrícolas
Em termos de produtividade, houve alta no índice de açúcar total recuperável (ATR): foram, em média, 132,6 quilos por tonelada de cana colhida na última safra, 2,9% a mais do que os 128,8 quilos registrados no ano anterior.
Os indicadores agrícolas publicados pela empresa apontam, também, queda no rendimento dos canaviais. A companhia chegou à marca das 80,99 toneladas de cana-de-açúcar colhidas por hectare no ciclo 2016/17 e, neste ano, contabilizou 73,71 t/ha – uma queda de 8,99% no rendimento.




Indicadores de vendas
Ao final do ciclo 2017/18, o custo dos produtos vendidos para a Raízen Energia totalizou R$ 3,97 bilhões de reais, ante R$ 3,67 bilhões em 2016/17. O aumento de 8,35%, segundo os relatórios, se deve justamente ao maior volume comercializado.
Por sua vez, a receita com vendas cresceu ainda mais: 21,11%. Nesse caso, ela subiu de R$ 12,18 bilhões em 2016/17 para R$ 14,75 bilhões no acumulado da última safra.
O incremento das vendas refletiu em uma alta de 11% no Ebitda ajustado, que representa a geração operacional de caixa da Raízen Energia, foi contabilizado em R$ 4,09 bilhões em 2017/18.




Indicadores de estoque
Além disso, a posição dos estoques da companhia ao final da safra apresentou uma grande variação em relação ao visto na temporada anterior. As reservas de açúcar caíram 70,8%, indo de 216 mil toneladas para 63 mil toneladas. Já as de etanol aumentaram em 98,5%, saltando de 178,8 milhões de litros para 355 milhões de litros.
Com isso, o valor dos produtos estocados pela Raízen Energia somou R$ 450,7 milhões ao final da safra 2017/18, ante os R$ 502,2 milhões vistos um ano antes (-10,25%).


Nicholle Murmel – NovaCana