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Investimentos da CMAA em capacidade de moagem garantem avaliação positiva pela S&P

Classificação AA- na escala nacional indica que a companhia deve cumprir seus compromissos financeiros e está menos suscetível a mudanças em condições econômicas

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A indústria sucroenergética de forma geral deve sofrer uma queda nas margens de lucro na safra 2018/19, com os resultados sendo pressionados pelos preços menores do açúcar no mercado internacional. Assim, empresas capazes de minimizar esse impacto acabam se destacando.

Esse é o caso da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA). Segundo relatório divulgado pela Standard & Poors (S&P) Global Ratings, a companhia tem investido no aumento da capacidade de moagem da Usina Vale do Pontal, em Limeira do Oeste (MG), e no aumento da eficiência operacional.

“O grupo se beneficia de produtividade agrícola acima da média do setor, em uma região com menor competição por cana e com uma logística facilitada para escoamento do açúcar por via ferroviária”, aponta o documento. Com isso, a perspectiva da agência de classificação de risco é que o grupo registre uma geração de caixa livre positiva na atual safra.

O rating de longo prazo da agência, atribuído à Usina Vale do Tijuco, foi de AA- na escala nacional. Isso significa que a unidade, localizada em Uberaba (MG), não deve ter dificuldades para honrar seus compromissos financeiros.

O relatório da S&P ainda oferece projeções financeiras e analisa aspectos positivos e negativos da localização das duas usinas do grupo – clima, acesso à matéria-prima, aspectos logísticos e outros –, discorrendo sobre fatores que podem interferir na liquidez da companhia.

A indústria sucroenergética de forma geral deve sofrer uma queda nas margens de lucro na safra 2018/19, com os resultados sendo pressionados pelos preços menores do açúcar no mercado internacional. Assim, empresas capazes de minimizar esse impacto acabam se destacando.

Esse é o caso da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA). Segundo relatório divulgado pela Standard & Poors (S&P) Global Ratings, a companhia tem investido no aumento da capacidade de moagem da Usina Vale do Pontal, em Limeira do Oeste (MG), e no aumento da eficiência operacional.

“O grupo se beneficia de produtividade agrícola acima da média do setor, em uma região com menor competição por cana e com uma logística facilitada para escoamento do açúcar por via ferroviária”, aponta o documento. Com isso, a perspectiva da agência de classificação de risco é que o grupo registre uma geração de caixa livre positiva na atual safra.

O rating de longo prazo da agência, atribuído à Usina Vale do Tijuco, foi de AA- na escala nacional. Isso significa que a unidade, localizada em Uberaba (MG), não deve ter dificuldades para honrar seus compromissos financeiros.

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Além disso, a agência atribui perspectiva estável à companhia, indicando que não devem acontecer elevações ou rebaixamentos nos próximos meses. De acordo com a S&P, a expectativa é que o grupo mantenha os resultados no azul, com um índice de dívida sobre Ebitda entre 2,2 e 2,5 vezes. Já a geração interna de caixa sobre a dívida deve ser de, aproximadamente, 35%.

A agência ainda complementa que a receita estável obtida com a cogeração de energia na Usina Vale do Tijuco contribui no Ebitda anual da companhia, com uma participação entre 10% a 15% do total.

Cluster mineiro

Considerando apenas as usinas Vale do Tijuco e Vale do Pontal – a Triálcool, comprada em dezembro de 2017, não foi incluída na análise da S&P –, a capacidade de moagem da CMAA é de 6,5 milhões de toneladas de cana por safra. Para a agência, a atual produtividade agrícola do grupo deve garantir matéria-prima suficiente para que a Vale do Tijuco opere em plena capacidade, moendo sozinha pouco mais de 4 milhões de toneladas.

Por sua vez, a Vale do Pontal deve seguir com sua trajetória de crescimento: a unidade moeu 1,2 milhão de toneladas em 2017/18 e deve se aproximar de 1,5 milhão de toneladas em 2018/19.

“Apesar de pouco menos de 50% da cana ser proveniente de fornecedores, avaliamos o risco de disponibilidade de matéria-prima como baixo, pois cerca de metade da terra utilizada por seus fornecedores é subarrendada pelo próprio grupo, ao mesmo custo”, afirma e continua: “Além disso, o estado de Minas Gerais define uma área de operação para cada usina, o que diminui a competição irracional por cana”.

Outra vantagem é a possibilidade do escoamento de grande parte da produção de açúcar VHP por via ferroviária, o que reduz custos logísticos. Segundo o documento, a Usina Vale do Tijuco está localizada a apenas 16 km de um terminal ferroviário, que transporta sua produção até o porto de Santos.

Porém, por mais que a estrutura de concentração geográfica das usinas tenha aspectos positivos, a S&P ressalva que ela aumenta o potencial de volatilidade da CMAA no comparativo com outras sucroenergéticas, especialmente considerando os riscos climáticos. “O grupo também está exposto aos preços das commodities e à taxa de câmbio, o que é parcialmente mitigado pela sua estratégia de hedge”, complementa.

Segundo a S&P, a liquidez é um fator de pressão, pois as fontes de caixa projetadas para os próximos 12 meses seriam insuficientes para cobrir os custos da usina. Ainda assim, o próprio relatório da agência afirma que o cálculo foi afetado pelos resultados do primeiro trimestre, quando a companhia assumiu uma estratégia de estocagem, o que pode se mostrar vantajoso nos próximos meses.

“O atual cenário de preços baixos do açúcar deve ser mitigado pelos preços médios mais altos do etanol”, aponta. Esse fator, somado ao aumento de moagem da Usina Vale do Pontal e a um plano conservador de investimentos deve garantir resultados positivos, ainda que não muito altos. A expectativa é de um Ebitda ajustado levemente inferior a R$ 400 milhões na atual safra e na próxima, ante um resultado de R$ 466 milhões na safra 2017/2018.

Renata Bossle – NovaCana

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