Financeiro

Para Citi, Ebitda da São Martinho ficou abaixo do esperado, mas projeções são positivas


Agência Estado - 30 jun 2020 - 15:17 - Última atualização em: 01 jul 2020 - 10:39

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do Grupo São Martinho durante o quarto trimestre do ano safra 2019/20 veio abaixo do esperado, avalia o banco Citi.

Em relatório publicado nesta terça-feira, analistas explicam que a diferença de aproximadamente 10% entre os R$ 647 milhões esperados pelo banco e os R$ 579 milhões reportados pela empresa é resultado dos preços globais de açúcar, que estão significativamente abaixo dos níveis fixados ao longo da temporada. O banco manteve a sua recomendação de compra para as ações.

Por outro lado, as projeções apresentadas pela companhia para a temporada 2020/21, que se iniciou em abril, podem surpreender positivamente, apontando para um Ebitda anual mais forte do que as estimativas atuais, afirma o Citi.

De acordo com as previsões do grupo São Martinho, o Ebitda pode crescer de 4% a 5% no ano safra vigente. Segundo os analistas do banco, essa projeção de crescimento se dá pelo avanço da posição de hedge da companhia a um preço fixado em 13,69 centavos de dólar por libra-peso, considerando que o preço do etanol permaneça estável ao longo do ano.

O Citi ressalta, entretanto, que o clima pode piorar nos próximos dias e comprometer a perspectiva de moagem da safra.

Analistas do banco destacaram, ainda, os efeitos positivos do RenovaBio – programa do governo de incentivo à produção de combustíveis renováveis – na receita da empresa, além de alterações potenciais na demanda de etanol e na paridade do biocombustível com a gasolina.

Na outra ponta, o banco pontua como principais riscos para os resultados da companhia os preços globais do açúcar abaixo do esperado e a recuperação do real. Outro ponto de atenção é o clima desfavorável, com a possibilidade de ocorrência de El Niño ou La Niña, que podem impedir que os papéis atinjam o preço-alvo estimado pelo Citi, de R$ 19,40 por ação.

Julliana Martins


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