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Cerradinho fará emissão de CRAs “verdes” no valor de até R$ 720 milhões

Certificados receberam classificação preliminar AA pela S&P Global Ratings

NovaCana 4 min de leitura

Com uma nova emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) prevista para 17 de abril, a CerradinhoBio pretende captar até R$ 720 milhões – destes, R$ 600 milhões são da oferta inicial e os R$ 120 milhões restantes podem vir de lotes adicionais.

Os papéis já receberam uma classificação preliminar da S&P Global Ratings, que atribuiu a nota AA em escala nacional. A emissão será realizada pela EcoAgro Securitizadora com lastro por debêntures da Neomille, companhia do grupo voltada para a produção de etanol de milho.
De acordo com relatório da agência de classificação de risco, a nota preliminar reflete a qualidade de crédito da Cerradinho como fiadora da operação.

Além disso, segundo comunicado ao mercado enviado pela EcoAgro, os papéis possuem atributos “verdes”. O parecer, a ser emitido por uma instituição independente, deve constar como anexo no prospecto final da emissão dos CRAs. Também está prevista uma reavaliação após um ano para garantir o alinhamento aos requerimentos.

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Com uma nova emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) prevista para 17 de abril, a CerradinhoBio pretende captar até R$ 720 milhões – destes, R$ 600 milhões são da oferta inicial e os R$ 120 milhões restantes podem vir de lotes adicionais.

Os papéis já receberam uma classificação preliminar da S&P Global Ratings, que atribuiu a nota AA em escala nacional. A emissão será realizada pela EcoAgro Securitizadora com lastro por debêntures da Neomille, companhia do grupo voltada para a produção de etanol de milho.

De acordo com relatório da agência de classificação de risco, a nota preliminar reflete a qualidade de crédito da Cerradinho como fiadora da operação.

Além disso, segundo comunicado ao mercado enviado pela EcoAgro, os papéis possuem atributos “verdes”. O parecer, a ser emitido por uma instituição independente, deve constar como anexo no prospecto final da emissão dos CRAs. Também está prevista uma reavaliação após um ano para garantir o alinhamento aos requerimentos.

Juros e remuneração

Os juros remuneratórios aos investidores serão limitados à maior porcentagem entre a variação do Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), acrescido de até 6% ao ano, ou das notas do tesouro nacional com vencimento em 2028, acrescidas de até 0,85% ao ano. Segundo o documento, a taxa final será definida depois da conclusão de um processo de coleta de intenções (bookbuilding).

O pagamento da remuneração aos investidores será semestral, enquanto a amortização do valor principal será em duas parcelas anuais, nos últimos anos de operação, e seguindo o cronograma da transação. O vencimento dos CRAs será em 2029.

De acordo com o relatório da S&P, a classificação poderá ser revisada com base na avaliação de crédito sobre as debêntures emitidas ou sobre o crédito da própria Cerradinho.

Fundamentos do rating

Em relação à qualidade de crédito das debêntures, a agência de classificação de risco explica que os títulos são lastreados por um ativo já existente, de modo que a análise de crédito se baseia nele.

O relatório ainda informa que, para o rating preliminar, foram considerados os fatores de risco relacionados à operação, tanto financeiros quanto estruturais. Também foram considerados o risco de insuficiência de recursos para pagamentos de juros e do principal dos certificados.

Entretanto, segundo a S&P, este risco é atenuado porque a Neomille irá arcar com os custos e com eventuais impostos sobre a debênture. Para completar, no caso de não ocorrer o pagamento, as despesas passam para a Cerradinho, que é a fiadora do processo.

“A transação não está exposta aos riscos de descasamento de taxas de juros e de carregamento negativo porque as taxas de juros e o cronograma de amortização das debêntures e CRAs se casam”, informa a S&P.

Conforme comunicado ao mercado disponibilizado pela EcoAgro, a emissão será coordenada pela UBS Brasil Corretora de Câmbio em conjunto com o BTG Pactual e o Banco Safra.

Giully Regina – NovaCana

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