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Raízen admite que não tem nenhum plano concreto de expansão para o etanol celulósico

Etanol celulosico da RaízenA empresa agora classificou a possibilidade de expansão e implantação de produção de etanol celulósico em outras unidades como “mera expectativa de longo prazo”

NovaCana 3 min de leitura

No final de 2014 a Raízen inaugurou sua usina de etanol celulósico e, na ocasião, revelou planos de investir até R$ 2,5 bilhões em sete novas usinas. No início deste ano, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma declaração do presidente da empresa, Vasco Dias, confirmando os planos: "vamos investir entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões para colocar sete plantas em operação até 2024, com produção estimada em 1 bilhão de litros no total por ano".

No entanto, as cifras e os planos chamaram a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CMV) da BM&F Bovespa, que pediu esclarecimentos. A autarquia do governo questionou os aportes, o custo operacional destas plantas, que seria até 20% menor, e o plano da companhia de acrescentar, com as oito usinas em operação, 1 bilhão de litros à sua capacidade.

No final de 2014 a Raízen inaugurou sua usina de etanol celulósico e, na ocasião, revelou planos de investir até R$ 2,5 bilhões em sete novas usinas. No início deste ano, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma declaração do presidente da empresa, Vasco Dias, confirmando os planos: "vamos investir entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões para colocar sete plantas em operação até 2024, com produção estimada em 1 bilhão de litros no total por ano".

No entanto, as cifras e os planos chamaram a atenção da Comissão de Valores Mobiliários (CMV) da BM&F Bovespa, que pediu esclarecimentos. A autarquia do governo questionou os aportes, o custo operacional destas plantas, que seria até 20% menor, e o plano da companhia de acrescentar, com as oito usinas em operação, 1 bilhão de litros à sua capacidade.

Em resposta, a Raízen deixou evidente que, até o momento, “não há nenhum plano concreto de expansão e implantação de produção de etanol celulósico em outras unidades”. O comunicado expressa a incerteza da sucroalcooleira quanto a viabilidade do negócio.

A empresa defendeu que analisa constantemente novas oportunidades de negócios e investimentos, e que “considera” a “possibilidade” de ampliar o projeto de produção de etanol 2G para outras usinas do grupo, “desde que tal ampliação se mostre economicamente viável”.

A sucroalcooleira argumentou que “a construção de novas plantas produtoras de etanol celulósico depende tanto dos resultados a serem gerados pela primeira usina” quanto de “fatores de mercado fora do controle da companhia”.

“Neste momento, não há nenhum plano concreto de expansão e implantação de produção de etanol celulósico em outras unidades da Raízen. Assim, não houve qualquer deliberação societária da Companhia, tampouco foram ou estão sendo feitos investimentos diretos para a implantação das mesmas”, admitiu.

No comunicado a Raízen chegou a classificar a possibilidade de expansão e implantação de produção de etanol celulósico em outras unidades como “mera expectativa de longo prazo, sujeita a riscos e incertezas”.

A postura adotada pela maior processadora de cana do país vai na contramão de outros projetos de etanol 2G, como o da GranBio, que já anunciou a construção da segunda unidade a partir de 2016.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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