2ª Geração

GranBio, um ano depois: a evolução da primeira usina de etanol celulósico do Brasil


NovaCana - 10 nov 2015 - 10:14

Em setembro de 2014, a GranBio inaugurava a primeira usina de etanol celulósico do Brasil, com a ambição de transformá-la na maior do mundo e planos de aplicar mais R$ 4 bilhões até atingir dez usinas de segunda geração (2G).

Mas, passado mais de um ano, o entusiasmo deu lugar ao pragmatismo. A segunda unidade só será anunciada quando a primeira alcançar produção plena e demonstrar custo competitivo. A unidade, batizada de Bioflex 1, localizada em São Miguel dos Campos (AL), deveria operar 11 meses por safra, mas enfrentou diversas interrupções e acaba de voltar de um período de 50 dias de inatividade.

A expectativa era de que a planta em outubro do ano passado já estivesse produzindo cerca de 1 milhão de litros de etanol 2G por mês e, ao longo de um ano, paulatinamente, elevasse o volume em direção aos 8 milhões de litros mensais de capacidade máxima. Na época da inauguração, o presidente da GranBio, Bernardo Gradin, acreditava até que a capacidade plena poderia ser atingida seis meses após o início da operação.

No entanto, a realidade frustrou o entusiasmo do grupo. Até agora, em seu melhor mês, a Bioflex conseguiu produzir1,5 milhão de litros, o mesmo volume que era esperado para a fase inicial da operação. Como comparação, a Raízen revelou que neste ano inteiro não conseguirá produzir mais que 4 milhões de litros de E2G.

Apesar dos atrasos na operação, o custo de produção pretendido, 20% abaixo do etanol convencional de cana, continua na mira da empresa. A GranBio acredita que dentro de um ano estará em melhores condições para alcançar o mesmo preço da primeira geração.

A revisão das expectativas fez com que a GranBio já admita um novo prejuízo. O balanço da safra 2015/16, que é o primeiro após a empresa iniciar oficialmente a operação da planta 2G, deve trazer um resultado negativo, assim como os dois anteriores, que refletem o período pré-operacional.

Esta situação financeira não mudou a confiança da empresa, pois a visão é de que os riscos da produção já foram mitigados.

Seis tecnologias são fundamentais no processo de transformar a biomassa em E2G. Em quase todas as frentes a empresa afirma que os resultados foram melhores que o esperado. No entanto, o único ponto crítico foi suficiente para frustrar as expectativas da produção e atrasar em cerca de um ano a operação da planta.

A seguir, o portal novaCana.com revela com exclusividade o que aconteceu em cada uma das etapas tecnológicas da primeira usina de etanol celulósico do Brasil e o que mudou nos planos da GranBio para o futuro do negócio.


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