Cana: Mercado

Feplana publica manifesto sobre repasse de valor dos CBios aos produtores de cana

Fornecedores de matéria-prima para biocombustíveis exigem o pagamento integral do valor obtido com a venda dos créditos criados pelo programa RenovaBio


NovaCana - 22 jul 2021 - 12:08

A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) divulgou nesta quinta-feira, 21, um documento em apoio às entidades que estão participando de negociações para que fornecedores de cana-de-açúcar recebam os valores referentes aos créditos de biocombustíveis (CBios) derivados da venda do etanol gerado por suas matérias-primas. O documento é assinado pelo presidente da entidade, Alexandre de Andrade Lima.

“A Feplana vem orientar suas associadas e os produtores independentes de cana a não entregarem nenhuma documentação solicitada pelas usinas visando o cadastramento do RenovaBio sem o estabelecimento da justa remuneração da cana entregue”, coloca o texto logo em sua abertura. Segundo a Feplana, 60 mil canavieiros fazem parte da entidade.

De acordo com o documento, os representantes das indústrias de açúcar e etanol não estariam propondo valores condizentes com a remuneração já recebida pelas usinas e referente aos CBios obtidos com a cana de fornecedores.

“A Feplana defende a justa remuneração da cana entregue à unidade industrial pelo fornecedor, ou seja, o pagamento de 100% dos CBios da cana do produtor entregue à unidade industrial, descontando as despesas referentes aos custos de certificação, auditoria, impostos entre outras”, coloca a entidade.

Além disso, a entidade se posicionou a favor da aprovação do Projeto de Lei nº 3149/2020. Segundo a Feplana, ele possibilitará estabilidade jurídica para o recebimento proporcional dos CBios relacionados à entrega da matéria-prima.

“Entendemos a importância do programa RenovaBio para a sociedade ao valorizar as externalidades positivas dos biocombustíveis, o que vai da produção da matéria-prima ao consumo dos combustíveis renovável. Porém não se pode deixar de fora o conteúdo social, ou seja, a participação de centenas de milhares de produtores que fazem parte da cadeia produtiva”, conclui a Feplana.

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