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Açúcar: Mercado

Rabobank eleva previsão de déficit de açúcar em 2019/20 para 5,2 mi t, mas alerta para estoques


Agência Estado - 12 set 2019 - 11:17

O Rabobank ampliou hoje a projeção de déficit para a safra global de açúcar 2019/20, de outubro deste ano a setembro de 2020. Segundo relatório da instituição financeira, o saldo entre oferta e demanda será negativo em 5,2 milhões de toneladas, ante 4,2 milhões de toneladas de déficit da previsão anterior, divulgada em junho.

O documento, com análise do terceiro trimestre deste ano, aponta a redução na oferta de Índia e da União Europeia como as causas para o aumento do saldo negativo no período. Para atual safra, que termina oficialmente no próximo dia 30, o Rabobank aponta um pequeno superávit de 300 mil toneladas.

No entanto, segundo o Rabobank, o início da safra 2019/20 será marcado pelos estoques elevados, volume a ser reduzido gradualmente nos 12 meses seguintes com a consolidação do déficit global e a menor oferta de açúcar novo.

A instituição financeira aponta também que muita coisa pode mudar, já que as safras de cana-de-açúcar de Índia e Tailândia não começaram, os fundos continuam com grande posição líquida vendida na ICE Futures US, dólar e petróleo seguem voláteis.

Mesmo com a previsão de reversão no quadro de oferta e demanda global, o banco cita os preços deprimidos dos futuros do açúcar na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), cujo primeiro vencimento, outubro de 2019, luta para permanecer acima de 11 centavos de dólar por libra-peso, suporte perdido esta semana. Já o vencimento seguinte, março de 2020, cai abaixo dos 12 cents.

“Grandes entregas (na ICE Futures US) nos vencimentos recentes de contratos sublinharam que a disponibilidade de exportação permanece abundante, contra importações anêmicas”, alertou.

Produção

Maior produtor mundial nas duas últimas safras, a Índia deve ofertar 30,8 milhões de toneladas em 2019/20, segundo o Rabobank, 1 milhão de toneladas a menos que a estimativa anterior, de junho, e 4,2 milhões a menos que as 35 milhões de toneladas na atual safra.

Já a produção tailandesa deve recuar de 15,4 milhões para 13,4 milhões de toneladas e a oferta de açúcar da União Europeia deve cair 18 milhões para 17,5 milhões de toneladas entre 2018/19 e 2019/20.

Gustavo Porto