Açúcar: Mercado

Rabobank analisa mercado global de açúcar e acredita em excedente para 2020/21

Banco holandês afirma que o “caos” criado pela queda nos preços de petróleo deve afetar as estimativas para as usinas brasileiras de cana na safra 2020/21


novaCana.com - 08 abr 2020 - 09:32 - Última atualização em: 14 abr 2020 - 12:10

O mercado de açúcar em 2020 trocou um momento de euforia por um de melancolia. Os contratos de futuros negociados na ICE, que estavam acima dos 15 centavos de dólar por libra-peso, agora são negociados abaixo de 11 centavos – uma queda de quase 30%.

“No início de fevereiro, o ICE nº 11 subiu à medida em que os danos à colheita tailandesa se tornaram aparentes. Logo depois, a crise do coronavírus já estava minando os preços. Mas não foi até a Rússia abandonar seu pacto de fornecimento de petróleo com a Opep que a verdadeira bomba chegou”, resumem os analistas do Rabobank, em relatório.

De acordo com o banco, o mercado já previa que os baixos preços do petróleo reduziriam o valor da gasolina no Brasil e, consequentemente, o do etanol. Com isso, a fabricação do biocombustível deixaria de ser economicamente vantajosa para as usinas, incentivando um maior direcionamento da matéria-prima para a produção de açúcar neste ano.

Por conta deste cenário, o banco projeta que o setor sucroenergético brasileiro tenha um mix de produção médio de 45% para o adoçante. O aumento, contudo, ainda não seria suficiente para abalar o déficit global, projetado em 6,7 milhões de toneladas para a temporada 2019/20 (outubro a setembro).

“Os cortes profundos na produção tailandesa e indiana são parcialmente compensados por perspectivas mais altas para o Brasil”, aponta o relatório. A perspectiva para 2020/21, porém, é de um retorno ao quadro de excedente, com uma produção de 600 mil toneladas para além do volume consumido no período.

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