O resultado líquido da sucroenergética Zilor ficou no azul na safra 2023/24, porém, isso se deveu a precatórios, líquidos de honorários, referentes à ação da Copersucar contra o antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O depósito do valor acrescentou R$ 955,5 milhões ao caixa da empresa no ciclo.
Dessa forma, a empresa registrou um lucro de R$ 632,27 milhões, com aumento de 80,2% ante o resultado da temporada anterior, de R$ 350,82 milhões. Excluindo o efeito do crédito, a companhia teria registrado um prejuízo líquido de R$ 58,8 milhões; sob o mesmo critério, o lucro líquido em 2022/23 seria de R$ 89,5 milhões.
Em relatório, a empresa explica que o resultado da safra foi impactado “pela menor equivalência patrimonial e pelo aumento do custo em função da variação do ativo biológico e do cenário de redução de preço de etanol”.
Os dados divulgados pela própria companhia abrangem suas três usinas – Barra Grande, Quatá e São José, todas localizadas em São Paulo – e a empresa de biotecnologia do grupo, a Biorigin.
Do ponto de vista agrícola, a companhia moeu 11,42 milhões de toneladas, volume 8,3% acima do ciclo anterior e recorde histórico da empresa. A maior parcela, de 8,2 milhões de toneladas, veio da unidade de Lençóis Paulista (SP); além disso, 34% da moagem foi de cana própria.
Ainda conforme a Zilor, o rendimento médio dos canaviais foi de 82,2 t/ha, também representando um incremento de 7,7% safra-a-safra. Já o indicador da qualidade da cana foi de 138,1 quilos de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada, praticamente estável frente à temporada anterior.
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