O ano de 2020 será de recordes para as usinas açucareiras brasileiras. Entre janeiro e novembro, elas exportaram 27,98 milhões de toneladas da commodity, o maior volume da série histórica iniciada em 2009. Em comparação com as 16,45 milhões de toneladas vistas no mesmo período do ano passado, o aumento é de 70,1%.
Especificamente em novembro, as exportações foram de 3,09 milhões de toneladas, caracterizando o quinto mês consecutivo em que o país movimenta volumes acima de 3 milhões de toneladas. Em relação às 1,92 milhão de toneladas registradas em novembro de 2019, o crescimento foi de 60,7%; ainda assim, houve uma queda de 22,3% na comparação com outubro deste ano, quando o país apresentou um recorde de exportações.
Os números detalhados a respeito da exportação de açúcar foram divulgados ontem, 8, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.
Considerando o tipo de açúcar exportado, a maior parte do volume movimentado em novembro é do bruto, com 2,7 milhões de toneladas e um preço médio de US$ 283,76/t. No acumulado do ano, 24,39 milhões de toneladas foram vendidas, em média, a US$ 274,98/t, alcançando uma receita de US$ 6,71 bilhões.
Por sua vez, o mercado de açúcar refinado envolveu a exportação de 396,59 mil toneladas em novembro, atingindo um volume anual de 3,6 milhões de toneladas. Neste caso, o preço médio foi de US$ 341,76/t em novembro e de US$ 342,02/t no acumulado do ano.
Levando em conta a exportação da commodity como um todo, o preço médio em novembro foi de US$ 291,19/t, gerando uma receita de US$ 900,93 milhões. Em comparação com 2019, o preço permaneceu praticamente estável, com queda de 0,1%. Por conta do maior volume, entretanto, a receita subiu 60,6%.
No acumulado de janeiro a novembro, o açúcar foi negociado, em média, a US$ 283,61/t, alcançando o rendimento de R$ 3,19 bilhões. Neste caso, houve uma queda de 2,1% no comparativo anual, enquanto a receita cresceu 66,5%.


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